Professora fechou a porta da escola antes do tiroteio no Texas, mas a porta não trancou

1 jun, 09:43

Um novo dado da investigação que contraria informações anteriormente divulgadas pelas autoridades. Afinal, a professora fechou a porta da escola assim que percebeu que se tratava de um atirador

As autoridades locais revelaram na terça-feira mais detalhes sobre o ataque a uma escola em Uvalde, no Texas. Segundo novos dados da investigação, uma professora fechou uma porta da escola primária Robb, quando percebeu que havia um atirador no estabelecimento de ensino.

Mas a porta não trancou e acabou por ser por aqui a entrada de Salvador Ramos, que matou 19 alunos e duas professoras nesta escola.

Segundo noticia a Associated Press, a polícia estatal tinha dito inicialmente que um professor manteve a porta aberta pouco antes do atirador, de 18 anos, entrar na escola a 24 de maio. Mas agora a investigação revelou que uma professora, que não foi identificada, apoiou a porta aberta com uma pedra, mas depois removeu a pedra e fechou a porta quando percebeu que havia um atirador no campus, disse Travis Considine, diretor de comunicações da Departamento de Segurança Pública do Texas.

"Ela [professora] regressou enquanto estava ao telefone e ouviu alguém a gritar: 'Ele [Salvador Ramos] tem uma arma', então ela correu para dentro", removendo uma pedra que apoiava a porta, descreveu Ravis Considine.

Só que a porta - que foi projetada para trancar quando fechada - não trancou: "Nós verificámos que ela fechou a porta. A porta não trancava. Sabemos disso e agora as autoridades estão a investigar porque é que não bloqueou", disse Considine.

As autoridades confirmaram os novos detalhes através de imagens de vídeo adicionais analisadas desde a conferência de imprensa de sexta-feira, quando disseram pela primeira vez que a porta tinha sido deixada aberta. Aliás, um advogado disse ao San Antonio Express-News que a professora tinha inicialmente aberto a porta para levar comida do automóvel para a sala de aula, mas que a fechou quando percebeu que se tratava de um atirador:

"Ela viu os destroços [da carrinha]. Correu de volta para pegar no telemóvel para relatar o acidente. Voltou para telefonar ao 911 [número de emergência norte-americano]. Os homens da funerária [junto à escola] gritaram: 'Ele tem uma arma!'. Ela viu-o saltar a cerca e que tinha uma arma, então correu para dentro", disse Don Flanery.

O tiroteio em Uvalde é o mais letal nos EUA desde Sandy Hook, no qual 27 pessoas morreram, incluindo o agressor, em dezembro de 2012.

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