Procurador de Uvalde pediu que não sejam divulgados registos da atuação da polícia durante o massacre

21 jun, 23:56
Cruzes com os nomes de algumas das vítimas do massacre em Uvalde (Jae C. Hong/AP)

Até ao momento o procurador geral e o Departamento de Segurança Pública do Texas não forneceram à cidade nenhuma informação sobre a investigação

O mayor de Uvalde, Don McLaughlin, divulgou esta terça-feira que o procurador-geral daquela cidade no estado do Texas pediu que não sejam divulgados os registos da atuação da polícia durante o tiroteio que ocorreu na Robb Elementary School a 24 de maio, onde um jovem de 18 anos matou 19 crianças e duas professoras.

"O procurador do distrito de Uvalde pediu à cidade que não divulgasse nenhum registo relacionado com a investigação. O Código de Ocupações do Texas também restringe a divulgação dos vídeos das câmaras utilizadas pelos polícias", disse Don McLaughlin em comunicado, citado pela Reuters.

No comunicado é também dito que, até ao momento, o procurador e o Departamento de Segurança Pública do Texas não forneceram à cidade nenhuma informação sobre a investigação.

A decisão surge depois de vários pedidos para que fossem divulgadas as imagens das câmaras instaladas nos uniformes da polícia, algo que a autarquia acabou por não fazer: "A divulgação prematura de qualquer coisa relacionada com o dia 24 de maio seria um mau serviço para as famílias que perderam as suas crianças ou pais".

Para o responsável, é necessário que sejam apurados os "factos verdadeiros por via da investigação", algo que espera que aconteça de forma "minuciosa e completa".

De resto, Don McLaughlin garantiu que "não existe cobertura", acrescentando que "quem sugerir que a cidade de Uvalde está a esconder informação sem razões legais ou legítimas está errado e a espalhar desinformação".

As declarações do autarca surgem depois de especialistas terem dito que a inação da polícia permitiu que o massacre continuasse e levou a consequências catastróficas.

O caso também abriu o debate sobre a posse de armas nos Estados Unidos da América, até porque o jovem, identificado como Salvador Ramos, realizou o massacre com recurso a uma arma automática no dia em que atingiu a maioridade.

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