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Navio de guerra dos EUA fica "indefeso, cego e imóvel" durante várias horas no Indo-Pacífico

CNN , Brad Lendon
2 mai, 18:45
Fuzileiros navais dos EUA e contratantes, destacados para o Special Missions Branch, III Expeditionary Operations Training Group, preparam-se para embarcar no contratorpedeiro de mísseis guiados da classe Arleigh Burke USS Higgins (DDG 76), durante um exercício de visita, abordagem, busca e apreensão no Mar das Filipinas, Okinawa, Japão, a 24 de abril de 2025.
Cpl. Kira Ducato/US Marine Corps/Arquivo
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Contratorpedeiro USS Higgins sofreu uma perda de energia em todo o navio devido, ao que tudo indica, a uma falha elétrica

Um navio de guerra da Marinha dos Estados Unidos perdeu energia e propulsão durante várias horas no Indo-Pacífico na terça-feira, disse um responsável da Defesa norte-americana, após sofrer o que um comunicado da Marinha descreve como uma “avaria técnica” no sistema elétrico.

Uma situação deste tipo deixaria o navio — o contratorpedeiro de mísseis guiados USS Higgins — e a sua tripulação de cerca de 300 pessoas “indefesos” no mar, disse um analista naval à CNN. Não houve feridos entre os que estavam a bordo, acrescenta a Marinha.

O USS Higgins “sofreu uma perda de energia em todo o navio”, indica o comandante Matthew Comer, porta-voz da 7.ª Esquadra dos EUA, num comunicado divulgado na sexta-feira.

“Os relatórios iniciais indicam uma falha elétrica, que pode ter provocado faíscas ou fumo, que cessaram quando a energia foi desligada”, explica Comer.

A energia e a propulsão já foram restabelecidas a bordo do navio da classe Arleigh Burke, acrescenta.

Ainda assim, um responsável da Defesa disse à CNN que a falha durou “várias horas”.

Trata-se de um período significativo em que o navio perdeu a capacidade de controlar os seus movimentos no mar, ficando com radares e sistemas de defesa — operados eletricamente — inoperacionais, referem especialistas à CNN.

“O navio fica indefeso, eletronicamente cego e imóvel”, afirma Carl Schuster, antigo capitão da Marinha dos EUA.

Segundo o próprio, os geradores a diesel de emergência apenas garantiriam energia para comunicações e ar condicionado.

O comunicado da Marinha não especifica onde, dentro da área de responsabilidade do Comando Indo-Pacífico — que se estende desde as águas ao largo da costa oeste dos EUA até à fronteira ocidental da Índia, e do Polo Norte à Antártida —, ocorreu o incidente.

A causa do problema está a ser investigada, indica a Marinha.

Os contratorpedeiros da classe Arleigh Burke, como o Higgins, são considerados a espinha dorsal da frota de superfície da Marinha dos EUA, com mais de 70 navios em serviço.

O Higgins, comissionado em 1999, tem uma tripulação de cerca de 300 pessoas e está baseado em Yokosuka, no Japão.

Com cerca de 154 metros de comprimento e um deslocamento superior a 8.200 toneladas, está equipado com o sistema de combate Aegis e possui lançadores verticais capazes de disparar vários tipos de mísseis, incluindo mísseis de ataque terrestre Tomahawk.

No mês passado, deflagrou um incêndio noutro navio da Marinha dos EUA, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, na área da lavandaria, noticiou anteriormente a CNN.

O incêndio, ocorrido a 12 de março, não esteve relacionado com combate, indicaram na altura os militares norte-americanos. Dois marinheiros receberam tratamento médico por ferimentos ligeiros e encontravam-se em condição estável.

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