Grávidas vão saber quais as urgências que estão encerradas no Portal do SNS

30 jun, 09:02
Médica segura recém-nascido em tempos de covid-19

Comissão de acompanhamento de Resposta em Urgência de Ginecologia, Obstetrícia e Bloco de Partos reuniu-se com o Ministério da Saúde e as Administrações Regionais de Saúde esta quarta-feira. Informação ficará disponível numa plataforma dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e no Portal do SNS

O portal do SNS vai disponibilizar, a partir da próxima semana, informação sobre as urgências de ginecologia, obstetrícia e bloco de partos com limitações, avança o jornal Público, que cita o coordenador da comissão de acompanhamento.

A comissão reuniu-se esta quarta-feira com o Ministério da Saúde e as Administrações Regionais de Saúde, tendo sido aprovada a disponibilização de informação, assim como um acordo de princípio para o preço a pagar por hora aos prestadores de serviço.

Segundo Diogo Ayres Campos, a partir da próxima semana, as grávidas vão ter acesso a uma plataforma por parte dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, na qual os hospitais vão inserir em que nível de contigência se encontram (nível 1 e 2 significa que os blocos de parto estão encerrados, nível 3 e 4 significa que estão encerrados blocos de parto e urgências). Esta informação também "vai ficar disponível na página que tem informação sobre os tempos de espera na urgência no Portal do SNS”.

O coordenador diz ainda que está a ser estudada a hipótese de serem dadas "alternativas, no caso de haver um encerramento de um bloco de partos, de quais são os hospitais mais perto a que a grávida poderá recorrer”.

Na reunião desta quarta-feira, foi ainda discutido o valor fixo para médicos tarefeiros, tendo sido alcançado um acordo de princípio. Os valores fixos deverão ter como referência o que está a ser negociado entre o Ministério da Saúde e os sindicatos para os médicos dos quadros e deverão manter-se até ao final do verão. No entanto, Diogo Ayres Campos diz que, passando essa época, pode haver uma maior harmonização dos valores.

“Propusemos um preço hora para especialistas e um preço hora para internos. Os preços hora vão ser todos muito semelhantes para todos os hospitais do SNS e a ideia é que em alguns hospitais, que estão mais distantes dos grandes centros urbanos, haja um pagamento extra para assegurar que são competitivos em termos de atracção dos prestadores de serviço”, explicou.

O coordenador espera que esta fixação de preços "possa eliminar contingências” nas urgências de ginecologia, obstetrícia e bloco de partos.

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