REVISTA DE IMPRENSA | Algumas unidades referem que as limitações são temporárias e aplicadas apenas quando necessário para assegurar a prestação de cuidados
Há hospitais públicos a limitar o direito de acompanhamento nas urgências, apesar de a lei garantir a presença de um acompanhante durante a permanência do doente, salvo exceções clínicas devidamente justificadas, noticia o Jornal de Notícias. Desde o início do ano, já deram entrada 185 queixas na Entidade Reguladora da Saúde (ERS), sendo que em 2025 foram 879.
Segundo o jornal, a legislação estabelece que todos os utentes do SNS têm direito a indicar uma pessoa para os acompanhar, devendo essa informação ser prestada no momento da admissão. Ainda assim, há unidades onde familiares são impedidos de entrar ou têm acesso muito limitado, com visitas reduzidas a poucos minutos.
Os hospitais garantem cumprir a lei, mas admitem restrições pontuais, justificadas por pressão assistencial, controlo de infeções ou proteção da privacidade. Algumas unidades referem que as limitações são temporárias e aplicadas apenas quando necessário para assegurar a prestação de cuidados.