A administração Trump quer que a Universidade de Harvard peça desculpa e questionou o objetivo do financiamento federal, depois de ter congelado 2,2 mil milhões de dólares em subsídios plurianuais para a universidade esta segunda-feira.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, enquadrou a ação do governo como um esforço para conter o antissemitismo nos campus universitários. Mas a administração também está a exigir que a universidade elimine os seus programas de diversidade, equidade e inclusão, proíba as máscaras nos protestos no campus e garanta práticas de contratação baseadas no mérito.
Pressionada acerca da ameaça do presidente americano, na terça-feira anterior, de tributar Harvard como uma entidade política e remover o seu estatuto de isenção fiscal, Leavitt "chutou" as perguntas para o fisco, mas disse que a universidade precisava de pedir desculpa.
Trump, disse Leavitt, “quer ver Harvard pedir desculpas, e Harvard deve pedir desculpas pelo antissemitismo flagrante que ocorreu no seu campus universitário contra estudantes judeus-americanos”.
Leavitt referiu-se às observações feitas durante uma audição no Congresso pela antiga reitora da universidade, Claudine Gay, segundo as quais apelar ao genocídio dos judeus “pode” violar as regras de Harvard em matéria de intimidação e assédio “dependendo do contexto”. Gay pediu desculpa pelas suas afirmações.
Leavitt referiu-se também ao que descreveu como o facto de Harvard não ter disciplinado os estudantes envolvidos num acampamento no campus e na perturbação das aulas. "O presidente acredita que Harvard deve pedir desculpas aos seus estudantes judeus-americanos por permitir um comportamento tão flagrante”, disse Leavitt.
A porta-voz abordou mais do que uma vez a questão do financiamento federal.
"Acho que o presidente também está a fazer uma boa pergunta: mais de 2 mil milhões de dólares para Harvard quando eles têm uma dotação de mais de 50 mil milhões de dólares - porque é que os contribuintes americanos estão a subsidiar uma universidade que já tem milhares de milhões de dólares no banco? E não deveríamos certamente estar a financiar um local onde existe um nível de antissemitismo tão grave", afirmou.
