Depois da Rússia, Europa cada vez mais preocupada com a China. "Temos de estar muito vigilantes", avisa Von der Leyen

CNN Portugal , com Lusa
21 out, 16:42

Também o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, expressou preocupações em relação à postura cada vez mais "assertiva" da China no palco global, apelando a uma revisão da relação europeia com Pequim

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assumiu, esta sexta-feira, à saída da reunião do Conselho Europeu, que, depois da Rússia, a UE está cada vez mais preocupada com a China, falando mesmo num aumento das tensões com a China.

"O segundo tópico foi a China. A discussão mostrou que estamos a assistir a uma aceleração considerável das tendências e tensões. Ficou muito claro desde o Congresso que o presidente Xi Jinping continua a reforçar o rumo assertivo e autossuficiente que a China escolheu", disse a líder europeia.

Von der Leyen sublinhou que está ciente de que "o sistema chinês é fundamentalmente diferente" do europeu e que esse é o principal motivo desta "rivalidade".

"Obviamente, temos de estar muito vigilantes quando se trata de dependências. No caso da China é o caso das dependências de tecnologias e matérias-primas e, portanto, as prioridades aqui são reforçar as nossas próprias capacidades e naturalmente também diversificar o fornecimento de matérias-primas para fornecedores fiáveis e dignos de confiança", defendeu.

Também o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, expressou preocupações em relação à postura cada vez mais "assertiva" da China no palco global, apelando para uma revisão da relação europeia com esta nação. 

"A assertividade da China no cenário mundial está a aumentar(...) temos que manter o diálogo com a China, mas com um visão mais crítica", disse Rutte a repórteres no final de uma Cimeira da UE em Bruxelas.

No mesmo sentido, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, defendeu que a União Europeia (UE) "não pode ser ingénua" em relação à China mas deve evitar o confronto com Pequim.

A UE "não deve ser ingénua, mas também não pode envolver-se num confronto sistemático com Pequim", disse Michel, na conferência diária no final do Conselho Europeu, que no segundo dia foi dedicado às relações internacionais, nomeadamente com a China. Michel disse ainda que a UE se mantém firme na defesa da democracia e das liberdades fundamentais.

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