REVISTA DE IMPRENSA | fundos sociais são os mais penalizados
Portugal deverá sofrer um corte de cerca de 12% no envelope nacional do próximo orçamento da União Europeia para o período pós-2027, segundo contas do Parlamento Europeu citadas pelo Público. As transferências diretas de Bruxelas deverão descer de 32,9 mil milhões para 28,9 mil milhões de euros, a preços constantes.
A redução resulta de uma nova arquitetura orçamental que junta fundos da Política Agrícola Comum e da Coesão num único plano estratégico. Este modelo deixa de fixar tetos máximos e passa a definir apenas valores mínimos, tornando o financiamento dependente das escolhas de cada Estado-membro.
Os dados indicam que os fundos regionais e sociais serão os mais afetados. No caso da coesão, Portugal poderá enfrentar cortes de cerca de 15%, com o montante máximo disponível a ficar abaixo do atual. Já os programas sociais registam a maior quebra potencial, podendo cair até 64% face ao quadro em vigor.
Na agricultura, o cenário é mais flexível. Apesar de existir um valor mínimo inferior ao atual, há margem para aumentar o financiamento, dependendo das opções do Governo.