UE partilha vacinas contra a covid-19 com Leste e primeiras vão de Portugal para Arménia

Agência Lusa , AM
13 dez 2021, 14:50
Parlamento Europeu
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Programa está orçado em 35 milhões de euros. Custos vão ser assegurados pela União Europeia

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A Comissão Europeia lançou esta segunda-feira um programa de partilha de vacinas contra a covid-19 com países da Parceria Oriental, e o primeiro fornecimento, de 40 mil vacinas da Pfizer-BionTech, é doado por Portugal à Arménia, anunciou o executivo comunitário.

Numa conferência de imprensa em Bruxelas, o comissário europeu para a Vizinhança e Alargamento, Olivér Várhelyi, acompanhado do ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia, país que impulsionou esta iniciativa e terá um papel coordenador, anunciou este “programa de partilha de vacinas, que é um ato de solidariedade” da União Europeia (UE) com os seus parceiros de Leste, designadamente Arménia, Azerbaijão, Bielorrússia, Geórgia, Moldávia e Ucrânia, países onde a taxa média de vacinação é de apenas 28%.

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“A primeira entrega vai ser de 40 mil vacinas da Pfizer-BionTech, doadas por Portugal à Arménia, e esta vai ser a primeira partilha neste quadro”, anunciou o comissário, especificando que o programa está orçado em 35 milhões de euros, com a UE a cobrir todos os custos, desde a aquisição das vacinas ao seu fornecimento e administração.

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De acordo com o comissário europeu, “esta é também uma mensagem muito importante antes da cimeira da Parceria Oriental”, que se celebra na quarta-feira em Bruxelas, na véspera de um Conselho Europeu, e que Várhelyi espera que seja uma oportunidade para serem apresentadas “muitas mais ofertas” de vacinas para os países da parceria de Leste.

Portugal encontra-se entre os países europeus com uma taxa de vacinação contra a covid-19 mais elevada, tendo administrado este ano já duas milhões de doses de reforço, anunciou no domingo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

A covid-19 provocou pelo menos 5.300.591 mortes em todo o mundo, entre mais de 269,02 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse (AFP).

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como “preocupante” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 57 países de todos os continentes, incluindo Portugal.

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