REVISTA DE IMPRENSA || MP aponta a prática de crimes de violação de medidas restritivas, branqueamento de capitais e falsificação de documentos
O Casa Pia foi acusado pelo Ministério Público de ter ocultado a origem de mais de um milhão de euros provenientes de um clube russo, num alegado esquema destinado a contornar as sanções da União Europeia, avança o Público. Em causa está uma transferência de 1,02 milhões de euros relacionada com a venda do jogador Felippe Cardoso ao FC Akhmat, emblema russo ligado a um aliado de Vladimir Putin.
Segundo a acusação, o clube da I Liga e o seu gerente executivo, Tiago Lopes, teriam consciência de que a operação violava diretamente as medidas restritivas impostas após a invasão da Crimeia. Para evitar o congelamento dos fundos, a origem do dinheiro terá sido ocultada ao banco Montepio, recorrendo a uma empresa sediada nos Emirados Árabes Unidos como intermediária financeira.
O Ministério Público aponta a prática de crimes de violação de medidas restritivas, branqueamento de capitais e falsificação de documentos. O esquema envolvia várias transferências entre entidades, com o objetivo de afastar o dinheiro da sua origem russa antes de chegar ao clube português, prevendo ainda o pagamento de uma comissão pela intermediação.
O Casa Pia rejeita todas as acusações e garante ter atuado dentro da legalidade, sublinhando que a transferência foi registada nas plataformas oficiais e comunicada publicamente. O clube e Tiago Lopes responderão em julgamento, caso a acusação seja confirmada na fase de instrução.