Bacalhau pode ficar ainda mais caro. Bruxelas propõe redução drástica das quotas de pesca no Báltico

24 ago, 12:31
Bacalhau (Lusa)
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Por outro lado, propôs um aumento de 49% para o arenque do Báltico central; de 11% para a mesma espécie no Golfo de Riga e de 3% nas águas da Botnia

A Comissão Europeia propôs esta segunda-feira, com vista a 2027, uma redução drástica das quotas de bacalhau nas águas do Mar Báltico devido ao seu estado crítico, ao mesmo tempo que apresentou melhorias para espécies como o arenque e o espadim.

Bruxelas revelou a sua proposta de Totais Admissíveis de Capturas (TAC) e quotas para dez populações de peixes no Mar Báltico, que se baseiam em pareceres científicos.

Em particular, Bruxelas propôs uma redução de 88% para o bacalhau nas águas ocidentais, além de um corte de 51% para o da zona oriental. Propôs manter os limites das capturas acessórias e as medidas de acompanhamento para o bacalhau nas zonas oriental e ocidental, devido à persistência do mau estado das unidades populacionais.

As quotas de capturas acessórias, acrescentou, serão ajustadas em baixa com base nos relatórios de cada Estado-Membro para 2025, face à ausência de uma recuperação significativa desde 2019.

Por outro lado, propôs um aumento de 49% para o arenque do Báltico central; de 11% para a mesma espécie no Golfo de Riga e de 3% nas águas da Bótnia.

Além disso, solicitou um aumento de 44% para o espadim.

Por último, propôs manter as quotas de solha e salmão, tanto na bacia principal do Báltico como no Golfo da Finlândia.

Bruxelas insistiu que a proposta para o Báltico, o mar mais poluído da UE, procura equilibrar a recuperação ecológica com a viabilidade da pesca.

“Os cientistas indicam-nos que as perspetivas para 2027 são mais favoráveis no caso de determinadas populações de peixes pelágicos do Mar Báltico. Isto faz-nos alimentar a esperança de que a abordagem prudente adotada nos últimos anos esteja a começar a dar frutos, pelo que devemos manter a trajetória de recuperação que acordámos em conjunto. No entanto, os cientistas alertam que ainda é prematuro falar de uma tendência consolidada, pelo que devemos agir com cautela”, afirmou o comissário europeu para as Pescas, Costas Kadis, num comunicado.

Os países da União Europeia tomarão a decisão sobre os TAC e as quotas no Báltico numa reunião de ministros da Pesca nos próximos dias 26 e 27 de outubro, enquanto a adoção formal pelo Conselho (Estados-Membros) terá lugar posteriormente, ao longo do mês de novembro.

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