Portugal aderiu à UE há 40 anos. Integração foi "uma das grandes conquistas do 25 de Abril", diz Marcelo

Agência Lusa , MM
1 jan, 15:47
Portugal e União Europeia (AP Photo)

O tratado de adesão de Portugal à então CEE foi assinado em 12 de junho de 1985 por Mário Soares 

O Presidente da República considera que a integração europeia foi "uma das grandes conquistas do 25 de Abril" e que, passados 40 anos, Portugal mantém um "compromisso inabalável" com a União Europeia (UE).

Marcelo Rebelo de Sousa assinala hoje, através de uma mensagem no sítio oficial da Presidência da República na Internet, os 40 anos da adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em conjunto com a Espanha, formalizada em 12 de junho de 1985 e que entrou em vigor em 01 de janeiro de 1986.

"Ao longo destas quatro décadas, Portugal percorreu o caminho da consolidação democrática, beneficiando das enormes vantagens da pertença à UE, como modernização económica, desenvolvimento, estabilidade e reforço da mobilidade dos cidadãos. A integração europeia foi, por isso, uma das grandes conquistas do 25 de Abril", sustenta o chefe de Estado.

O Presidente da República defende que Portugal "ofereceu também um contributo importante, trazendo uma perspetiva única de abertura e conexão com diferentes geografias, promoção das políticas de coesão e defesa do mercado único".

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "quarenta anos depois, Portugal e os portugueses mantêm um compromisso inabalável para com a União Europeia".

"Ao olharmos para o mundo que nos rodeia, percebemos com total clareza a importância de seguirmos juntos, com os nossos parceiros da União Europeia, para preservar e fortalecer o nosso espaço de democracia, liberdade, solidariedade e dignidade humana, que construímos ao longo da nossa história comum e que urge defender", afirma.

Em defesa do projeto europeu, o chefe de Estado acrescenta: "Juntos, temos mais força para fazer face aos enormes desafios que enfrentamos a bem do bem-estar e do futuro de todos nós".

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defende que a adesão de Portugal à União Europeia (UE), há 40 anos, foi uma "escolha estratégica" que consolidou a democracia, abriu a economia e modernizou o país.

Numa mensagem publicada na rede social X, o primeiro-ministro assinala que Portugal se tornou "membro pleno" da então Comunidade Económica Europeia (CEE) há 40 anos.

Luís Montenegro afirma que Portugal "encontrou um novo sentido para a sua vocação europeia" e que "essa escolha estratégica permitiu que o país se desenvolvesse, crescesse e convergisse no espaço europeu".

"Consolidou também a nossa democracia, abriu a economia, modernizou o país e projetou-nos na Europa e no mundo. Hoje, na UE, continuamos a trabalhar para um Portugal mais próspero e para uma União mais forte e mais coesa. Pelo futuro de Portugal e pelo sucesso da UE", acrescenta o chefe do Governo PSD/CDS-PP.

Por sua vez, José Pedro Aguiar-Branco publicou mensagens no Facebook e no Instagram, com uma foto de Mário Soares enquanto primeiro-ministro a assinar o tratado de adesão à CEE, e o seguinte comentário: "Um dia que mudou a nossa História. Um dia que significou democracia, desenvolvimento e coesão."

O presidente da Assembleia da República, deputado eleito pelo PSD, refere-se à adesão como "um dia que foi preparado por muitos" e "para o qual o parlamento muito contribuiu".

"Um dia em que Portugal se encontrou com a sua identidade europeia e com o seu destino democrático. Há 40 anos, a adesão de Portugal às Comunidades Europeias. Dia de futuro. Dia de todos nós!", escreve Aguiar-Branco.

O tratado de adesão de Portugal à então CEE foi assinado em 12 de junho de 1985 por Mário Soares e também pelo vice-primeiro-ministro do Governo PS/PSD, Rui Machete, e pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, Jaime Gama, e das Finanças, Ernâni Lopes.

Horas depois, realizava-se em Madrid idêntica sessão, para a entrada de Espanha na CEE.

Quando o tratado entrou em vigor, em 01 de janeiro de 1986, já estava em funções o Governo do PSD chefiado por Aníbal Cavaco Silva, que iria governar durante dez anos.

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