Decisão 25: quantos deputados vai ter a AD? E o PS? E o Chega? A resposta pode estar aqui

16 mai 2025, 20:25
O debate da moção de confiança no Parlamento (Lusa/ António Pedro Santos)

Direita sobe e esquerda desce, com risco real de o PAN desaparecer e o Bloco de Esquerda perder o grupo parlamentar

Um ano e pico depois voltamos todos a votar e a grande pergunta que os portugueses fazem está relacionada com a diferença que vão ter as eleições de 2024 e as deste 18 de maio.

De acordo com a sondagem realizada pela Pitagórica para a CNN Portugal, a Aliança Democrática (AD) vai voltar a vencer estas eleições, mas desta vez por uma margem maior. Não chega, ainda assim, para uma maioria absoluta.

Percentagens à parte - pode encontrá-las aqui -, olhámos para o número provável, mínimo e máximo de cada partido, tentando perceber o comportamento do eleitorado em cada círculo eleitoral (os círculos da Europa e Fora da Europa não entram).

É nesse cenário que a AD deve subir dos atuais 80 deputados para 88, o número mais provável, de acordo com este exercício, que dá a vitória à coligação liderada por Luís Montenegro nos distritos de Lisboa e do Porto, por exemplo.

Para o PS o cenário deverá ser mesmo de quebra. O mais provável é que os 78 deputados se transformem em 71, ainda que o número máximo admita 81 mandatos para o partido de Pedro Nuno Santos, que deve ganhar apenas em Castelo Branco, Coimbra, Portalegre e Setúbal.

Com uma Tracking Poll que acabou em altas para o Chega, que em 2024 obteve um número redondo de 50 deputados, a votação do partido de André Ventura é uma das grandes incógnitas. O exercício feito pela Pitagórica dá uma descida provável para 43 deputados, ainda que admita que o partido chegue aos 53 mandatos.

Um cenário mais do que provável é o de subida da Iniciativa Liberal. Os atuais oito deputados devem chegar a um número de dois dígitos, sendo o mais provável a eleição de 13 mandatos. O partido de Rui Rocha deve beneficiar, em grande parte, das votações nos centros urbanos, nomeadamente Lisboa e Porto.

Tal como acontece com a Iniciativa Liberal, também o Livre deve esperar uma forte subida em relação aos quatro deputados com que fechou a última legislatura. O cenário mais provável para o partido de Rui Tavares são sete deputados.

E acabaram-se as boas notícias na ótica dos partidos. Bloco de Esquerda, CDU e PAN arriscam uma forte descida nestas eleições.

O resultado menos mau deve ser o da coligação liderada pelos comunistas, que deverão ter três deputados. Paulo Raimundo tinha pedido mais dois, mas se conseguir manter os quatro de 2024 já poderá ser um bom resultado.

Já o partido de Mariana Mortágua arrisca ficar reduzido àquilo que outrora chamaram ao PS. O “partido do Táxi”, já que dificilmente manterão os cinco deputados da última legislatura. O mais provável é, de resto, que tenha apenas um mandato.

E um mandato é o que o PAN tinha, com Inês Sousa Real, que pode vir a ficar fora do Parlamento. É, nesta altura, o mais provável.

Feitas as contas, e se olharmos para os máximos que AD e Iniciativa Liberal podem obter, existe uma possibilidade de maioria absoluta conjunta, ainda que os dois partidos tenham de esperar um bom resultado nos quatro mandatos eleitos pelos círculos da Europa e Fora da Europa. Em relação aos 18 distritos e duas regiões autónomas, o máximo que podem esperar é 114 deputados, a dois dos 116 necessários para uma maioria absoluta.

Distribuição de mandatos
Partidos Projeção Total
AD Mínimo 76
AD Máximo 97
AD Provável 88
PS Mínimo 61
PS Máximo 82
PS Provável 71
Chega Mínimo 33
Chega Máximo 53
Chega Provável 43
Iniciativa Liberal Mínimo 11
Iniciativa Liberal Máximo 17
Iniciativa Liberal Provável 13
Livre Mínimo 5
Livre Máximo 11
Livre Provável 7
CDU Mínimo 2
CDU Máximo 5
CDU Provável 3
Bloco de Esquerda Mínimo 1
Bloco de Esquerda Máximo 4
Bloco de Esquerda Provável 1
PAN Mínimo 0
PAN Máximo 2
PAN Provável 0

Como foi feito este exercício

O objetivo era construir uma projeção de deputados a partir da base da Tracking Poll, que foi adicionando 200 inquiridos todos os dias a partir de 2 de maio.

A Pitagórica quis sintetizar o processo e explicitar os principais limites estatísticos, recolhendo um total de 3.780 entrevistas nos 20 círculos eleitorais.

Para a conversão de votos em mandatos aplicou-se, como se faz oficialmente, o método de Hondt, colocando números mínimos, máximos e mais prováveis para cada partido.

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