RESUMO DE IMPRENSA || As obras anunciadas ainda não avançaram e não existe uma data definida para o início da intervenção
O serviço de dermatologia do Hospital de Egas Moniz, integrado na Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental (ULSLO), continua a funcionar num edifício considerado sem condições de segurança, saúde e salubridade, avança o Público, apesar de um relatório interno de outubro de 2024 ter recomendado a sua relocalização com carácter de urgência. As obras anunciadas ainda não avançaram e não existe uma data definida para o início da intervenção.
A avaliação do Serviço de Segurança e Saúde no Trabalho identificou níveis elevados de compostos orgânicos voláteis no ar, incluindo formaldeído e fungos acima dos valores de referência, bem como problemas estruturais graves. Entre as falhas detetadas estão infiltrações, esgotos deficientes, tetos degradados com vestígios de roedores e uma cobertura em fibrocimento com amianto, material que inviabiliza a reabilitação do edifício.
Medidas temporárias permitiram reduzir alguns níveis de poluição do ar, mas persistem riscos associados ao formaldeído e ao telhado com amianto, sem qualquer intervenção estrutural. A situação levou ao afastamento de profissionais grávidas e à saída de vários médicos do serviço, levantando preocupações quanto à capacidade de retenção de especialistas.
A ULSLO afirma compreender a preocupação dos profissionais e indica que está a decorrer um concurso para a construção de um novo edifício, admitindo, entretanto, a transferência provisória do serviço. Não é avançado qualquer calendário para o início das obras nem esclarecimentos sobre o impacto da saída de médicos no funcionamento do serviço.