Precariedade, poder de compra e emigração são prioridades para a UGT

Agência Lusa , PF
1 mai, 17:32
Mário Mourão: "Face ao que é hoje o mundo do trabalho, os sindicatos fazem cada vez mais sentido"

"A nossa comemoração desta efeméride tão querida aos trabalhadores poderá decorrer sob o signo da luta, mas se tal acontecer não será certamente por nossa vontade, porque a preferência pelo diálogo está na génese da UGT", disse Mário Mourão

O secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT) disse este domingo que o aumento do salário médio é fundamental e que o próximo 1.º de Maio poderá ser de luta caso as condições dos trabalhadores piorem até lá.

"A nossa comemoração desta efeméride tão querida aos trabalhadores poderá decorrer sob o signo da luta, mas se tal acontecer não será certamente por nossa vontade, porque a preferência pelo diálogo está na génese da UGT", disse Mário Mourão num discurso por ocasião do Dia do Trabalhador.

"A luta [no próximo 1.º de Maio, na rua] acontecerá se os governos e patrões fizerem orelhas moucas aos salários dignos que exigimos para a administração pública, para o setor privado e para o setor empresarial do Estado", disse Mário Mourão, elencando algumas das exigências que os trabalhadores vão fazer durante os próximos meses.

A precariedade, a reposição do poder de compra devido à subida da inflação, os "despedimentos selvagens e injustificados, denominados hipocritamente de rescisões por mútuo acordo" e o impacto das fusões, concentrações ou vendas de grandes empresas foram alguns dos temas passados em revista pelo sindicalista, que alertou também para o "círculo vicioso" que existe na emigração.

"Não é admissível que após anos e anos de investimento por parte dos pais e dos próprios alunos, estes sejam irremediavelmente remetidos para infindáveis desafios da emigração, escolhendo países de acolhimento que, a troco de salário e de condições laborais bem mais dignificantes, beneficiam do investimento feito pelo Estado português, que assim fica mais depauperado", afirmou Mário Mourão.

"O nosso tecido económico não está a conseguir absorver as qualificações profissionais proporcionadas pelo Estado, o que gera um círculo vicioso de onde importa sair imediatamente", alertou o sindicalista.

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