"O Livro dos Carrascos": o novo sistema de informação sobre os crimes dos militares russos

8 jun, 02:48
Corpos encontrados na rua Yablunska, em Bucha (Vadim Ghirda/AP)

Volodymyr Zelensky anunciou a criação de um sistema de documentação sobre os crimes e os criminosos de guerra do exército russo na Ucrânia. O objetivo é conseguir responsabilizar quem cometeu as violações, mas também as suas chefias militares

Volodymyr Zelensky anunciou que será lançado na semana que vem "O Livro dos Carrascos", um novo sistema de documentação que irá concentrar a informação sobre os crimes e os criminosos de guerra do exército russo na guerra que tem sido travada na Ucrânia. O objetivo é documentar as violações dos direitos humanos e os crimes de guerra perpetrados pelos invasores, para responsabilizar e punir quem protagonizou os crimes, mas também as suas chefias militares

"São factos específicos sobre pessoas específicas que são culpadas de crimes violentos específicos contra ucranianos", explicou o presidente ucraniano durante a sua comunicação ao país na terça-feira à noite.

Será um sistema de informação que irá centralizar todos os dados confirmados sobre "criminosos de guerra e criminosos do exército russo". Segundo Zelensky, este "Livro dos Carrascos" será "um dos fundamentos não só da responsabilidade dos autores diretos de crimes de guerra - soldados do exército de ocupação -, mas também dos seus comandantes. Aqueles que deram ordens. Aqueles que tornaram possível tudo o que eles fizeram na Ucrânia. Em Bucha, em Mariupol, em todas as nossas cidades, em todas as comunidades a que chegaram", esclareceu o chefe do Estado.

Zelensky acrescentou que a criação deste sistema de documentação já está em curso há algum tempo. Recorde-se que a Procuradoria-Geral da Ucrânia já abriu investigações sobre mais de  seis mil alegados casos de crimes de guerra russos. Para além do testemunho em primeira mão de vítimas e testemunhas, e das investigações das autoridades ucranianas, diversas entidades internacionais e órgãos de comunicação social de várias partes do mundo têm recolhido e partilhado os relatos de todo o tipo de crimes de guerra, de tortura e violência sexual a execuções sumárias, para além de bombardeamentos intensivos sobre zonas residenciais.

Em maio, um soldado russo de 21 anos foi condenado a prisão perpétua por matar um homem desarmado no primeiro julgamento por crimes de guerra na Ucrânia desde o início da invasão russa. Outros soldados russos estão já à espera de julgamento também acusados de crimes de guerra.

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