“Estamos na III Guerra Mundial”. Agostinho Costa considera que Ocidente está a “um passo” de entrar em guerra com a Rússia

9 abr, 11:10

Comentador CNN Portugal afirma também que “terá havido um mau funcionamento do míssil” no caso do ataque a Kramatorsk e que a adesão da Ucrânia à UE pode ser “uma saída para o fim desta crise”

O comentador CNN Portugal Agostinho Costa afirma que o mundo está numa "III Guerra Mundial", garantindo que apenas "falta entrar no conflito armado direto".

“Estamos na III Guerra Mundial. Não quero alarmar os telespetadores, mas só falta entrar no conflito armado direto. A Alemanha está a adotar medidas preventivas porque estamos (Ocidente) a um passo de podermos entrar em guerra com a Rússia. Os alemães tiveram os russos durante 50 anos no seu território. Eles sabem”, explica o major-general, instado a comentar sobre a decisão do governo alemão de gastar mais 100 mil milhões de euros nas forças armadas e para renovar os bunkers da Segunda Guerra Mundial.

Agostinho Costa afirma também que o ataque à estação de comboios de Kramatorsk, “mais um incidente lamentável e chocante”, adquire um “relevo acrescido porque estamos numa paragem das operações”.

“Os combates pararam com a retirada russa de Kiev, e estamos agora à espera de uma grande batalha na zona do Donbass. Estamos a assistir a uma movimentação de forças em larga escala”, diz o major-general.

Dada esta pausa, Agostinho Costa afirma que “neste momento, a linha de operação principal é a comunicacional e informacional”, e classifica o incidente de Kramatorsk como “estranho”.

“Segundo as imagens, trata-se de um (míssil) Tochka-U. O míssil correspondente a este, que é do tempo soviético, é o Iskander, que é diferente. Se formos à internet e procurarmos a parafernália de equipamento militar que os russos têm em utilização, este míssil (Tochka-U) não está lá”.

Agostinho Costa refere, contudo, que “não nos ocorre que os ucranianos bombardeiem o próprio povo”.

“A leitura que faço é, uma vez que Kramatorsk está numa espécie de enclave, cercada por tropas russas, e neste momento a batalha que está a decorrer é de artilharia, terá havido um mau funcionamento do míssil e terá caído naquela zona”, considera.

Sobre uma potencial adesão da Ucrânia à União Europeia ainda antes de o conflito acabar, o comentador CNN Portugal avança que a entrada do país na organização pode ser “uma saída para o fim desta crise”.

“Neste momento, a Ucrânia está compreensivelmente chocada com as imagens que vimos de Bucha. Este acontecimento provocou ações ao nível diplomático e político, mas fundamentalmente interrompeu o processo negocial. A esperança passa muito pela União Europeia. A Finlândia está na União Europeia e isso não incomodou os russos, o que os incomoda é a NATO”, diz Agostinho Costa.

O major-general considera ainda que o gesto de Ursula von der Leyen, de entregar pessoalmente o questionário para a adesão à União Europeia a Volodymyr Zelensky, é “muito significativo”, e espera que a Ucrânia entre “depressa” para a organização.

Europa

Mais Europa

Patrocinados