Durante cerca de dois meses, as forças russas mantiveram a ofensiva nas direções de Oleksandrivka e Huliaipole, conquistando Huliaipole e avançando para oeste e noroeste. Em apenas uma semana, este território voltou para mãos ucranianas
É um novo revés para Moscovo na invasão. As forças ucranianas conseguiram empurrar as tropas russas 9,5 quilómetros em algumas zonas e libertar mais de uma dezena de localidades no espaço de apenas uma semana. A avaliação é do observador militar ucraniano Kostyantyn Mashovets, citada pelo Institute for the Study of War (ISW), que aponta para uma inversão significativa da dinâmica militar na região de Zaporizhzhia.
Segundo o ISW, os contra-ataques táticos de Kiev terão dificultado os preparativos russos para uma eventual ofensiva de verão em direção à cidade de Zaporizhzhia. Ainda assim, Mashovets sublinha que não se trata de uma contraofensiva em larga escala, mas sim de ações limitadas destinadas a estabilizar a frente.
Durante cerca de dois meses, as forças russas mantiveram a ofensiva nas direções de Oleksandrivka e Huliaipole, conquistando Huliaipole e avançando para oeste e noroeste. No entanto, a 8 de fevereiro, o ritmo desses progressos diminuiu drasticamente e praticamente cessou, segundo o observador militar ucraniano, Kostyantyn Mashovets.
Aproveitando esse abrandamento, as tropas ucranianas lançaram ataques em várias frentes. A sudeste de Oleksandrivka, expulsaram forças russas de Oleksiivka e Orestopil, avançando em direção a Berezove e Ternove. Ao longo do rio Yanchur, libertaram Vyshneve, Yehorivka, Pershortravneve, Zlahoda e Rybne, iniciando combates por Pryvilne.
Esta conquista de Kiev acontece numa altura em que a Rússia ocupa cerca de 80% da região de Zaporizhzhia desde 2022, e em que continua a pressionar para conquistar o restante território. No campo de batalha, o objetivo do eixo sul russo passa por avançar até colocar a cidade de Zaporizhzhia ao alcance da artilharia.
Apesar dos ganhos, o analista militar entrevistado pelo Euromaidan rejeita o termo “contraofensiva”, salientando as grandes limitações do lado de Kiev. “A Ucrânia não dispõe de tropas suficientes para consolidar plenamente os avanços, a Rússia mantém pelo menos duas brigadas no grupo Vostok ainda largamente inativas e pode deslocar reforços de setores vizinhos. Além disso, Kiev não tem superioridade aérea nem vantagem em artilharia na área.”