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Chefe da espionagem russa afirma que a Ucrânia esteve "diretamente envolvida" no ataque a sala de concertos em Moscovo

24 mai 2024, 07:10
Ataque à sala de espetáculos Crocus City Hall, em Moscovo (Associated Press)

Ucrânia tem negado repetidamente que tenha estado envolvida no ataque

O chefe do Serviço Federal de Segurança (FSB) russo, Alexander Bortnikov, garantiu, esta sexta-feira, que os serviços secretos militares ucranianos estiveram diretamente envolvidos no ataque mortal à sala de concertos perto de Moscovo, no qual morreram mais de 140 pessoas, avança a TASS.
 
"A investigação está em curso, mas já é seguro dizer que os serviços secretos militares ucranianos estão diretamente envolvidos neste ataque", afirmou Bortnikov.
 
Segundo a TASS, Bortnikov acusou ainda a aliança militar da NATO de facilitar a transferência de "mercenários e militantes de organizações terroristas internacionais do Médio Oriente, Norte de África e Afeganistão" para a Ucrânia, para que possam lutar contra as forças russas no país.

A Ucrânia tem negado repetidamente que tenha estado envolvida no ataque ao Crocus City Hall e, em março, o o Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo massacre.

Também Bortnikov terá dito que o Estado Islâmico Khorasan desempenhou um papel na coordenação das ações dos atacantes e que os serviços secretos militares ucranianos também desempenharam um papel direto.

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