Zelensky diz que criança morreu de desidratação no cerco a Mariupol

8 mar, 11:01
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy (Gabinete de Imprensa do Presidente da Ucrânia)

Presidente ucraniano compara crise humanitária da Ucrânia causada pelo bombardeamento de cidades à que foi criada pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou, esta terça-feira, que uma criança morreu por desidratação, em Mariupol, cidade cercada e sem acesso a água, luz, energia e ajuda humanitária há vários dias. A informação da morte da criança ainda não foi confirmada por nenhuma fonte independente.

"Em 2022, por desidratação", lamentou Zelensky, comparando a crise humanitária da Ucrânia causada pelo bombardeamento de cidades àquela criada pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial: "Deliberadamente, cortaram o fornecimento de água e o abastecimento de comida."

Falou também nos ataques a Sumy, "bombardeada novamente" e que está "a tornar a cidade num inferno". Pelo menos 21 pessoas morreram nos bombardeamentos da última noite.

O presidente ucraniano assinalou também o Dia Internacional da Mulher, que hoje é um dia marcado por "muita dor e sofrimento".

"Se o mundo for posto de lado, ele se perderá. Para sempre e sempre. Pois existem valores incondicionais. Para todos iguais. Esta é a vida em primeiro lugar. O direito à vida para todos. Exatamente pelo que lutamos na Ucrânia. Exatamente o que esses invasores fracos querem privar-nos. Exatamente o que o mundo deveria proteger", escreveu Zelensky na sua conta no Facebook, onde partilhou mais um vídeo no qual se dirige à nação e ao mundo.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que, segundo as autoridades de Kiev, já fez mais de 2.000 mortos entre a população civil.

Os ataques provocaram também a fuga de cerca de dois milhões de pessoas para os países vizinhos, de acordo com a ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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