Zelensky diz que acusação sobre armas químicas é propaganda russa

Agência Lusa , AM
11 mar, 06:00

Presidente da Ucrânia diz que os laboratórios do país estão "envolvidos em tarefas comuns, não têm tecnologia militar"

O presidente ucraniano rejeitou as acusações russas de que a Ucrânia possui armas químicas "ou outras armas de destruição maciça", alegações que afirmou serem parte da propaganda russa para justificar a invasão.

Volodymyr Zelensky disse que "não foram desenvolvidas armas químicas ou outras armas de destruição maciça na Ucrânia". E "todos sabem disso", sublinhou.

Zelensky ameaçou a Rússia de que se fizer alguma coisa contra os ucranianos "receberá a resposta de sanções mais duras", num discurso na plataforma de mensagens Telegram, no início do 16.º dia da invasão russa.

"Os nossos laboratórios, que vêm principalmente da era da União Soviética, estão envolvidos em tarefas comuns, não têm tecnologia militar", acrescentou.

 

A Rússia solicitou uma reunião especial do Conselho de Segurança da ONU na sexta-feira para discutir aquilo a que chamou "atividades biológicas militares dos EUA no território da Ucrânia".

Nos últimos dias, o Governo russo alegou que os militares descobriram provas de "eliminação de emergência" de vestígios na Ucrânia, apontando para a existência de um alegado programa biológico-militar financiado pelos EUA na Ucrânia.

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, advertiu que a Rússia pode estar a planear utilizar armas químicas ou biológicas na Ucrânia em resposta "a falsas" acusações russas contra Washington.

Psaki disse que a Rússia "tem um grande programa de armas biológicas e químicas" e uma "história de inventar mentiras".

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, também manifestou na quinta-feira o receio de que a Rússia fabricasse uma desculpa para justificar o uso de armas químicas na Ucrânia.

"Faz parte do seu método habitual", disse à cadeia Sky News.

A ONU garantiu também desconhecer programas ilegais de armas químicas e biológicas na Ucrânia, salientando que a Organização Mundial da Saúde (OMS), que tem trabalhado diretamente com o Governo ucraniano, não tem conhecimento de nenhuma atividade por parte de Kiev que seja inconsistente com as obrigações, baseadas em tratados internacionais.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 516 mortos e mais de 900 feridos entre a população civil e provocou a fuga de mais de dois milhões de pessoas para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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