Não é claro quando ocorreu exatamente o ataque nem se os militares russos identificaram o alvo devido às imagens tornadas públicas a 30 de maio
As forças ucranianas divulgaram a 30 de maio imagens noturnas que mostravam uma equipa de drones a lançar aparelhos FP-1/2 a partir de um camião civil adaptado. O veículo, um reboque semelhante aos utilizados no transporte de mercadorias, estava equipado com suportes metálicos capazes de transportar pelo menos três destes drones de ataque unidirecional.
Quatro dias depois, a 3 de junho, surgiram imagens divulgadas pelas forças russas que mostram um ataque com drone contra um destes lançadores móveis. O aparelho atingiu diretamente o camião, que acabou por explodir.
Russian strikes with real-time guided Shahed/Geran-type attack drones target Ukrainian long-range OWA-UAV launcher positions set up on a field.
— Status-6 (War & Military News) (@Archer83Able) June 3, 2026
The Russians destroy a mobile launcher based on civilian truck. pic.twitter.com/VooD1airBU
Não é claro quando ocorreu exatamente o ataque nem se os militares russos identificaram o alvo devido às imagens tornadas públicas a 30 de maio. Ainda assim, a sequência dos acontecimentos levanta dúvidas, já que a exposição de uma capacidade militar específica foi seguida por um ataque ao mesmo tipo de equipamento.
A família de drones FP-1/2, produzida pela empresa ucraniana Fire Point, é uma das principais ferramentas da campanha de ataques de longo alcance da Ucrânia. Existem versões pré-programadas e variantes guiadas por operadores. Segundo informações divulgadas, a fabricante produz milhares destes aparelhos por mês, utilizados em operações contra defesas antiaéreas, quartéis-generais, bases de drones e navios de guerra russos.
Os dois modelos apresentam características distintas. O FP-1 pode transportar uma ogiva de 100 quilos e alcançar até mil quilómetros de distância. Já o FP-2 sacrifica autonomia para transportar uma carga explosiva de 160 quilos, ficando limitado a cerca de 200 quilómetros. Ambos recorrem a um foguetão de arranque rápido que os impulsiona após a descolagem, permitindo lançamentos sem necessidade de pista.
A divulgação das imagens do lançador revelou um detalhe até então desconhecido: o aspeto exato do reboque utilizado pelas equipas ucranianas. Segundo a análise apresentada, essa informação poderá facilitar a identificação destes veículos por drones equipados com sistemas de reconhecimento assistidos por inteligência artificial.
Apesar disso, os lançadores FP-1/2 continuam a operar de forma móvel, frequentemente durante a noite, embora deixem agora de ser tão discretos como anteriormente.
