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Ucrânia diz ter provas de que a Rússia está a preparar "novas operações militares" na Europa. E vai mostrá-las aos aliados

23 jun 2025, 13:06
Volodymyr Zelensky e Kyrylo Budanov. Foto Presidência da Ucrânia

Sem fornecer mais pormenores sobre as operações, Zelensky adiantou que a Ucrânia está "a preparar decisões conjuntas para a defesa, em particular com o Reino Unido e a União Europeia"

Volodymyr Zelensky revelou, no domingo, que os serviços secretos ucranianos têm provas de que a Rússia está a preparar novas operações militares na Europa.

Os dados constam num relatório do chefe dos serviços secretos militares (HUR), Kyrylo Budanov, que foi entregue a Zelensky no domingo.

"Estamos a observar um declínio intelectual contínuo no seio da liderança russa e temos provas de que estão a preparar novas operações militares em território europeu. Estamos também a testemunhar os danos muito tangíveis que estão a ser infligidos ao sistema económico da Rússia pelas sanções, o que confirma a justeza da nossa estratégia de forçar a Rússia a pôr termo à guerra através da intensificação das sanções e de outras formas de pressão", escreveu Zelensky na rede social X, acrescentando que a Ucrânia vai informar os parceiros estrangeiros sobre as informações obtidas pelos serviços secretos.

Sem fornecer mais pormenores sobre as operações - quer as datas, quer os países visados - Zelensky adiantou que a Ucrânia está "a preparar decisões conjuntas para a defesa, em particular com o Reino Unido e a União Europeia" e que continua a lutar para enfraquecer o exército russo.

"Estamos cientes das principais vulnerabilidades (da Rússia) e atacaremos em conformidade para defender o nosso Estado e o nosso povo, bem como para reduzir significativamente a capacidade de agressão da Rússia", afirmou.

O anúncio surge depois de Kiev já ter avisado de que a Rússia pode estar a preparar ataques para além das fronteiras da Ucrânia.

A guerra na Ucrânia, iniciada pela ofensiva militar russa no território vizinho a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

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