Apesar de lhe ter sido proposta uma função de sargento, que incluía formação no Reino Unido, recusou por duas vezes. "Não vim para aqui para mandar. Vim para fazer o trabalho", justificou
Conhecida pelo nome de guerra "Tsyhancha", uma militar ucraniana recusou por duas vezes uma promoção para poder continuar a desempenhar a função que sempre quis: pilotar um dos drones mais pesados utilizados pelas forças de Kiev.
Integrada na 125.ª Brigada Separada Mecanizada Pesada, a militar opera atualmente o "Heavy Shot", depois de ter começado como operadora de drones FPV.
A decisão de se alistar surgiu ao ver amigos e conhecidos já envolvidos na defesa da Ucrânia. No centro de recrutamento foi encaminhada para a área dos drones, iniciando o percurso com aparelhos FPV e, mais tarde, com drones de ataque. Ainda assim, o objetivo sempre foi chegar aos chamados "bombardeiros".
"Primeiro aprendi a voar FPV. Depois passei para os drones de ataque. Mas sempre quis ser 'bombardeira'. Agora trabalho com o Heavy Shot", contou em entrevista, citada pelo Euromaidan.
Para a militar, dominar a tecnologia não é suficiente. "Tsyhancha" considera que a rapidez na tomada de decisões é determinante durante uma missão.
"Pode aprender-se toda a teoria, mas se não se conseguir encontrar imediatamente uma solução para uma situação inesperada, será muito difícil. A intuição desempenha o papel mais importante"", referiu durante a mesma entrevista.
Apesar de lhe ter sido proposta uma função de sargento, que incluía formação no Reino Unido, recusou por duas vezes. "Não vim para aqui para mandar. Vim para fazer o trabalho", justificou.
As equipas que operam drones pesados não se limitam a atacar posições russas. Transportam também água, munições e outros bens essenciais para as linhas da frente.
"Tsyhancha" integra um número crescente de mulheres nas Forças Armadas da Ucrânia. Atualmente, mais de 70 mil mulheres servem no exército ucraniano, cerca de 5.500 em funções de combate.
