Russos destruíram e saquearam o laboratório topo de gama que existia em Chernobyl

23 mar, 03:18
Tropas russas saídas da Bielorrússia conquistaram a zona da central nuclear de Chernobyl  (AP Photo/Efrem Lukatsky)

O Laboratório Central Analítico de Chernobyl foi arrasado esta noite. Eram instalações "sem comparação na Europa", com "o mais moderno e sofisticado equipamento analítico [de desperdícios radioativos], dizem as autoridades ucranianas

As tropas russas saquearam e destruíram o mais recente e sofisticado laboratório ligado à central nuclear de Chernobyl, o Laboratório Central Analítico de Chernobyl. A acusação foi feita esta noite, no Facebook, pela Agência Estatal Ucraniana para a Gestão da Zona de Exclusão [da Central Nuclear de Chernobyl].

De acordo com o post, "ocupantes russos ocuparam ilegalmente um novo laboratório no valor de 6 milhões de euros, localizado em zona de exclusão", tendo destruído as instalações e saqueado equipamento. Segundo a agência estatal, "Chernobyl, que é uma instalação única com capacidades analíticas de ponta, pode prestar serviços em qualquer fase da gestão de desperdícios radioativos, desde o condicionamento até à eliminação, bem como na fase de investigação e desenvolvimento tecnológico".

As autoridades ucranianas lembram que este projeto de gestão de resíduos radioativos foi estabelecido em 2015 graças ao Instrumento de Cooperação de Segurança Nuclear da UE (INSEC), com o "mais moderno e sofisticado equipamento analítico, sem comparação na Europa".

Este laboratório trabalhou, entre outros projetos, na "caracterização de amostras de resíduos radioativos da Zona de Exclusão de Chernobyl em termos de indicadores físicos, químicos e radioativos".

A agência estatal ucraniana deixa ainda um alerta: "o laboratório tinha sondas de alta atividade e amostras de radionuclídeos, que estão agora em mãos inimigas, o que esperamos que os prejudique e não ao mundo civilizado."

As forças militares russas entraram na zona de exclusão de Chernobyl, no norte da Ucrânia, logo no início da invasão. A 25 de fevereiro as tropas russas asseguraram o controlo da central nuclear, e mantiveram como reféns os funcionários das instalações. Só esta segunda-feira os funcionários da equipa técnica foram libertados.

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