Encontro entre o presidente russo e o enviado especial de Donald Trump durou cerca de três horas e teve lugar no Kremlin
O encontro entre o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o presidente russo, Vladimir Putin, esta quarta-feira, no Kremlin, foi “construtivo e útil”, disse o governo russo.
O encontro teve lugar num contexto iminente de sanções e ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, caso a Rússia não aceite um acordo de paz com a Ucrânia.
Witkoff e Putin discutiram, por isso, a guerra, confirmou também o Kremlin.
"Putin transmitiu alguns sinais aos Estados Unidos sobre a questão ucraniana. Sinais correspondentes também foram recebidos do presidente Trump", indicou a agência noticiosa estatal RIA, acrescentando que o Kremlin divulgará mais informações sobre o que foi discutido depois de Witkoff falar com Trump sobre o encontro.
A reunião durou cerca de três horas, informou a imprensa estatal.
No início do dia, o enviado dos EUA foi recebido no aeroporto de Moscovo pelo enviado de investimentos da Rússia, Kirill Dmitriev. Um vídeo publicado posteriormente pelo Kremlin mostrava Witkoff a apertar a mão de Putin antes da reunião.
Trump tem-se mostrado cada vez mais impaciente com a resistência da Rússia aos seus esforços de paz. Desde a última reunião entre Witkoff e Putin, em abril, a Rússia intensificou a sua ofensiva contra a Ucrânia, atacando cidades com mísseis e drones.
Trump apelidou os ataques russos de “repugnantes” e acusou Putin de vender “tretas” nas suas tensas conversas telefónicas.
Antes da reunião desta quarta-feira, Trump disse que iria esperar pelo resultado das conversações para decidir se iria ou não impor novas sanções à Rússia.
“Vamos ver o que acontece”, disse o presidente na Casa Branca.
*Kevin Liptak e Kylie Atwood contribuíram para este artigo
