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"Não estão particularmente entusiasmados": Reino Unido e França travam plano da NATO para reforçar ajuda militar à Ucrânia

25 mai, 06:33
Tropas francesas em exercícios da NATO na Estónia (AP)
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A rejeição do plano surge numa altura particularmente sensível para Londres, após a polémica decisão britânica de aliviar sanções sobre o petróleo russo

O Reino Unido e França estão entre os países da NATO que rejeitaram uma proposta para aumentar o apoio militar à Ucrânia, segundo avança o Telegraph, que cita uma fonte da aliança. O plano previa que cada Estado-membro destinasse 0,25% do respetivo Produto Interno Bruto à assistência militar a Kiev.

A proposta já tinha sido colocada em causa pelo secretário-geral da NATO, Mark Rutte, que admitiu, na sexta-feira, que dificilmente reuniria consenso entre os aliados.

“Não creio que esta proposta venha a ser aprovada, porque existe bastante oposição a esse valor fixo de 0,25%”, afirmou aos jornalistas nesse dia.

Apesar de não ter identificado os países resistentes, uma fonte da NATO indicou ao jornal britânico que, além do Reino Unido e de França, também Canadá, Itália e Espanha se opõem à iniciativa. “Não estão particularmente entusiasmados com a ideia”, referiu a mesma fonte.

Segundo o Telegraph, pelo menos sete membros da aliança apoiam a proposta. Todos esses países já destinam atualmente mais de 0,25% do seu PIB à ajuda militar à Ucrânia.

Na mesma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO, Mark Rutte sublinhou a necessidade de uma distribuição mais equilibrada do esforço financeiro entre os aliados.

“O que quero alcançar é uma partilha mais justa de responsabilidades, porque neste momento apenas seis ou sete aliados estão a suportar o maior peso”, afirmou.

A rejeição do plano surge numa altura particularmente sensível para Londres, após a polémica decisão britânica de aliviar sanções sobre o petróleo russo. Este mês, o governo do Reino Unido emitiu uma licença temporária que autoriza a importação de gasóleo e querosene de aviação produzidos a partir de petróleo russo, desde que refinados num país terceiro. Foi ainda concedida autorização para transporte e entrega de gás natural liquefeito proveniente dos terminais russos de Sakhalin-2 e Yamal.

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