Segundo o presidente ucraniano, Kiev está também a reforçar as suas defesas ao longo do eixo Chernihiv–Kiev
As forças ucranianas já têm planos de resposta preparados caso a Bielorrússia entre diretamente na guerra ao lado da Rússia, incluindo uma lista alargada de alvos previamente identificados.
“Um cão que ladra não morde. Uma ave de rapina é diferente. Os primeiros 500 alvos já estão marcados. Um conselho gratuito e muito prático: não se metam no caminho da Ucrânia”, afirmou Robert “Madyar” Brovdi, comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, ao Euromaidan, dirigindo as suas palavras ao presidente bielorrusso, Aliaksandr Lukashenko.
As declarações surgem num contexto de alertas reiterados por parte de Kiev, que acusa a Rússia de procurar envolver Minsk de forma mais direta no conflito, incluindo através de contactos militares e da eventual utilização do território bielorrusso para operações.
As autoridades ucranianas têm igualmente alertado para o reforço de infraestruturas militares na Bielorrússia e para possíveis cenários de escalada no norte da Ucrânia.
Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, nos últimos dias, a Ucrânia está a reforçar as suas defesas ao longo do eixo Chernihiv–Kiev, perante o risco de novas ameaças vindas da direção bielorrussa.
A liderança militar ucraniana descreve a ameaça a partir do norte como real, embora sublinhe que estão a ser desenvolvidas opções de resposta tanto defensivas como preventivas.
A Bielorrússia não entrou formalmente na guerra, mas o seu território foi utilizado na invasão russa de 2022 e continua a acolher infraestruturas militares e exercícios russos.
