Lavrov alerta para "perigo real" de uma Terceira Guerra Mundial

CNN Portugal , HCL
25 abr, 21:52
Vila de Dmytrivka, arredores de Kiev (Lusa/EPA/SERGEY DOLZHENKO)

Entrevista dada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros a órgãos de comunicação social russos indica que "não se pode subestimar" um conflito à escala global. Ao mesmo tempo em que lançou este aviso, há mais civis a morrer na região de Donetsk

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, alertou esta segunda-feira para o "perigo real de uma Terceira Guerra Mundial", noticia a agência AFP, citando uma entrevista dada pelo diplomata a órgãos de comunicação social russos.

"O perigo é sério, é real, não se pode subestimá-lo", disse Lavrov à agência de notícias Interfax, acrescentando que a "operação" em curso na Ucrânia "terminará, é claro, com a assinatura de um acordo". Mas os parâmetros deste acordo, salienta, "serão definidos pelo estado dos combates que se registem no momento em que o acordo se tornar realidade". 

Lavrov reiterou também que a Rússia quer reduzir os "riscos artificiais" de uma guerra nuclear, garantindo que essa possibilidade é "inadmissível" para o governo de Putin.

Ao mesmo tempo em que lançou o aviso de uma nova guerra mundial, Lavrov sublinhou que as negociações de paz com a Ucrânia vão continuar e criticou a abordagem de Kiev, acrescentando que "a boa vontade tem limites". "Se não for recíproca", disse também, "isso não ajuda no processo de negociação".

Lavrov acusou ainda o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky de "fingir" negociar. "Ele é um bom ator", disse o ministro russo. "Se observarmos atentamente e lermos atentamente o que diz, encontrará mil contradições", referiu o diplomata.

Mas a entrevista dada por Lavrov aos média russos ocorre numa altura em que um cessar-fogo na Ucrânia parece mais distante. Pelo menos, é essa a opinião de Dmitry Polyanskiy, representante permanente da Rússia nas Nações Unidas, que esta segunda-feira afirmou que Moscovo não vê motivo para um cessar-fogo na Ucrânia agora.

De acordo com a Reuters, que cita a agência estatal russa RIA, este diplomata terá justificado que Kiev poderia usar o facto para “encenar provocações”. O mesmo responsável terá ainda garantido que o país não tinha atacado áreas residenciais na cidade ucraniana de Odessa.

As palavras de Polyanskiy surgem no mesmo dia em que o governador ucraniano da região de Donetsk, Pavlo Kyrylenko, avançou que quatro civis foram mortos na região, salientando que entre as vítimas mortais estão duas crianças. É precisamente nesta região que a Rússia tem focado a sua ofensiva, mas Moscovo nega que tenha atacado alvos civis. Pavlo Kyrylenko fez a revelação através do Telegram e especificou que as vítimas menores eram uma menina de nove anos e um rapaz de 14.

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