Não é conhecido o número de militares russos mortos ou feridos. Ao que tudo indica, a coluna estaria a tentar aproximar tropas da linha da frente para reduzir o percurso a pé antes de um assalto e preparar uma ofensiva em direção a Toretske ou Kostiantynivka
Mais de 50 veículos russos foram atingidos por drones ucranianos numa operação conduzida perto da aldeia de Malynivka, na região de Donetsk, depois de uma coluna militar ter sido detetada a cerca de 12 quilómetros da linha da frente.
Segundo informações divulgadas pela unidade Ivan Franko Group, ligada ao Serviço de Segurança da Ucrânia, o ataque imobilizou ou destruiu camiões, carrinhas, automóveis, veículos todo-o-terreno e motociclos.
nothing new on the dobropillia front
— imi (m) (@moklasen) July 12, 2026
(fighting on this same road piece for 12 months now btw) https://t.co/8JFCHv32fC pic.twitter.com/oWuwD31oDG
A concentração da coluna surpreendeu tudo e todos, segundo o Euromaidan, uma vez que as forças russas têm privilegiado ataques conduzidos por infantaria devido à crescente vulnerabilidade dos veículos perante os drones ucranianos.
Além disso, existia uma proibição de circulação de transporte militar na estrada circular de Donetsk, mas, ainda assim, dezenas de viaturas reuniram-se em plena luz do dia, ao alcance dos sistemas não tripulados da Ucrânia. Após o ataque, a unidade ucraniana ironizou que os drones "intercetaram" os infratores que ignoraram essa proibição.
Não é conhecido o número de militares russos mortos ou feridos, mas a operação falhou o objetivo que pretendia alcançar. Ao que tudo indica, a coluna estaria a tentar aproximar tropas da linha da frente para reduzir o percurso a pé antes de um assalto e preparar uma ofensiva em direção a Toretske ou Kostiantynivka, cidades onde as forças russas mantêm pressão com o objetivo de abrir caminho para Kramatorsk e Sloviansk.
Apesar de ataques contra veículos ainda ocorrerem ocasionalmente, tornaram-se cada vez mais raros devido à elevada presença de drones sobre a frente de combate. A Ucrânia tem vindo a expandir a utilização destes aparelhos para atingir linhas de abastecimento russas a profundidades que podem chegar aos 200 quilómetros, numa campanha que, segundo as forças ucranianas, já afetou milhares de camiões, além de comboios, pontes e navios de carga que transportam material de guerra.
