Ataque a base militar faz dezenas de mortos perto da fronteira da Polónia. O que se sabe até agora do 18.º dia de guerra

13 mar, 12:09
Base militar de Yaroviv atingida por forças russas

Há pelo menos 35 mortos confirmados no ataque à base de Yaroviv. Mais de 30 mísseis foram disparados pelas forças russas durante a madrugada contra um centro de treinos, usado pela NATO, que fica apenas a 25 quilómetros da fronteira da Polónia. Guerra já causou a morte de 85 crianças e ferimentos em cerca de 100

  • O Centro para a Manutenção da Paz e Segurança internacional em Yavoriv, perto da fronteira com a Polónia, foi bombardeado por militares russos. Segundo o governo regional de Lviv, os ataques envolveram mais de 30 mísseis e fizeram 35 mortos e 134 feridos. "Infelizmente, perdemos mais heróis: 35 pessoas morreram como resultado do ataque ao centro. Outras 134 estão no hospital com vários ferimentos", afirmou o Governo Regional de Lviv em comunicado transmitido pelo Telegram. A Rússia, por seu turno, diz que bombardeamento à base militar com portugueses matou “pelo menos 180 mercenários estrangeiros”
  • Os ataques aéreos na cidade de Mykolayiv mataram nove pessoas, revelou o governador regional Vitaliy Kim segundo a Reuters. A cidade é vista como uma zona chave para um futuro assalto ao porto de Odessa.
  • As sirenes estão a soar esta noite em quase todas as regiões na Ucrânia. De acordo com a imprensa local, alertas para um ataque aéreo estão a surgir em Kiev, Kharkiv, Zhytomyr, Lviv, Odessa, Zaporizhzha, Poltava e em outras 14 regiões.
  • O bombardeamento levado a cabo por militares russos nas cidades de Severodonetsk e Rubizhne, na região de Lugansk, danificou dezenas de apartamentos e provocou grandes incêndios, de acordo com o Serviço de Emergência do Estado Ucraniano (SES). Cerca de 60 edifícios, incluindo casas particulares e prédios de apartamentos, foram atingidos durante a noite, de acordo com estimativas do Governo ucraniano, divulgadas no Telegram. 
  • O Reino Unido considera que o ataque à base militar de Yavoriv é uma escalada significativa do conflito.
  • Um autocarro que transportava cerca de 50 refugiados ucranianos capotou esta madrugada numa estrada principal no norte da Itália, matando uma pessoa. O acidente está a ser investigado pelas autoridades.
  • Quase 13 mil pessoas retiradas da Ucrânia foram retiradas este sábado nos corredores humanitários, segundo o presidente ucraniano. Este domingo há nove corredores abertos.
  • Volodymyr Zelensky afirma que batalhas estão a ser travadas perto de Zhytomyr, de Kiev, Chernihiv, Sumy, Kharkiv e Luhansk e garante que “todos os dias e toda a noite, as forças armadas ucranianas têm de encontrar novas formas de causar o máximo dano possível ao inimigo”.
  • Papa Francisco afirmou que "agressão armada inaceitável" à Ucrânia deve parar e que as cidades estão em risco de "se serem reduzidas a cemitérios".
  • O Centro de Combate à Desinformação do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia disse que a Rússia está a oferecer 300 dólares por mês (cerca de 270 euros) a mercenários na Líbia e República Centro-Africana pela participação na guerra.
  • A Ucrânia alegou que, após 17 dias de combates, as tropas russas estão a ser comandadas pela “incerteza militar”, levando-os a não alcançar os objetivos definidos por Putin. No último relatório operacional, publicado este domingo, o Ministério da Defesa da Ucrânia disse que a Rússia “não atingiu o objetivo da operação militar em nenhuma das áreas.”
  • As tropas russas destruíram 3.687 instalações de infraestrutura militar ucranianas até agora, afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, Igor Konashenkov, citado por agências de notícias russas.
  • Pelo menos 85 crianças foram mortas e uma centena feridas na Ucrânia desde a invasão do país , anunciou este domingo a Procuradoria-Geral ucraniana.
  • A cidade de Kiev está preparada para um possível cerco militar. "A cidade está preparada para possíveis ações em caso de cerco. Os 2 milhões de residentes de Kiev que não saíram de casa não vão ficar sem apoio se a situação piorar", afirmou  fonte regional citada pela Reuters.
  • A Ucrânia está a trabalhar com Israel e a Turquia como mediadores para encontrar um local e uma data para as negociações de paz com a Rússia, anunciou o conselheiro e negociador presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak neste domingo.

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