"É possível uma solução. Recuso-me a dizer que é impossível": o que a Alemanha tem a dizer após o encontro com Putin

15 fev, 16:17
O chanceler alemão, Olaf Scholz (Kay Nietfeld/dpa via AP)

Chanceler alemão reuniu-se com Putin. Diz que é responsabilidade coletiva da Europa evitar uma guerra

Foi no final de um encontro com o presidente russo que o chanceler alemão, Olaf Scholz, se mostrou otimista por acreditar que as opções diplomáticas para a resolução do conflito na fronteira com a Ucrânia ainda não estão esgotadas. "As possibilidades diplomáticas estão longe de estar esgotadas. O facto de ouvirmos agora que algumas tropas foram retiradas é um bom sinal. Esperemos que se sigam mais", disse Scholz no conferência de imprensa conjunta com o Presidente Putin. 

Ainda assim, o chanceler alemão não teve medo em dizer que é "responsabilidade" da Europa assegurar que não se crie uma guerra: "É nossa responsabilidade assegurar que não há uma guerra na Europa". Até porque mantém a "expectativa" de continuar a trabalhar e a colaborar com a Rússia enquanto parceiro histórico. 

Olaf Scholz garantiu que é "necessariamente urgente" um alívio da tensão entre a Rússia e a Ucrânia e que "todas as opções disponíveis" devem, neste momento, ser consideradas para se alcançar um acordo: "É possível encontrar-se uma solução. Independentemente do quão difícil e séria possa parecer a situação, eu recuso-me a dizer que é impossível". 

Por sua vez, Vladimir Putin apresentou-se pacífico mas nem por isso otimista. No final do encontro, o Presidente russo assumiu que não quer uma guerra mas, em contrapartida, também disse que não houve "nenhuma resposta construtiva às propostas" russas.

A Rússia é acusada pelos países ocidentais de instigar o conflito no leste da Ucrânia e de apoiar os separatistas na guerra que eclodiu logo após a invasão e anexação da península da Crimeia, depois da chegada dos políticos pró-ocidentais ucranianos ao poder em Kiev no início de 2014.

Moscovo tem favorecido o separatismo em várias ex-repúblicas soviéticas desde os anos 1990, tendo reconhecido nomeadamente a independência dos territórios pró-russos da Ossétia do Sul e da Abkhazia, na Geórgia.

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