Nos primeiros seis meses de 2026, as Nações Unidas confirmaram a morte de 1.396 civis ucranianos
O mês de julho foi o mais mortífero para a população civil na Ucrânia desde abril de 2022, revelou o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). Segundo a organização, o agravamento do número de vítimas está diretamente relacionado com a intensificação dos ataques russos.
Nos primeiros seis meses de 2026, as Nações Unidas confirmaram a morte de 1.396 civis ucranianos e 7.978 feridos, um balanço que representa um aumento significativo face aos mesmos períodos de 2024 e 2025.
Danielle Bell, responsável pela missão de monitorização dos direitos humanos da ONU na Ucrânia, explicou que a utilização cada vez maior de mísseis balísticos e de outras armas de longo alcance em zonas densamente povoadas tem contribuído para o aumento das vítimas civis.
"A utilização crescente de mísseis balísticos e outras armas de longo alcance em zonas povoadas contribui para o aumento das baixas civis e para a destruição de habitações, empresas e outras infraestruturas civis", afirmou a chefe da missão de monitorização dos direitos humanos da ONU na Ucrânia.
Também Matthias Schmale, coordenador humanitário das Nações Unidas na Ucrânia, alertou para o impacto contínuo do conflito na população, sublinhando que, enquanto os ataques prosseguirem, mais famílias continuarão a perder familiares.
"Na ausência de qualquer cessação dos ataques, novas famílias foram atingidas pelo luto, deslocadas ou enfrentam dificuldades para reconstruir as suas vidas", referiu, citado pelo Le Monde.
