Um soldado com uma criança ferida aos braços: a guerra e uma imagem que a marca profundamente

9 abr, 13:17
Soldados socorrem crianças no hospital depois de ataque em Kramatorsk (Wojciech Grzedzinski para o The Washington Post via Getty Images)

Pouco ou nada se sabe do rapaz que os militares levaram em braços para o hospital, apenas que foi uma das vítimas do ataque à estação ferroviária no leste ucraniano

O ataque a Kramatorsk fez, na sexta-feira, 52 mortos, entre os quais cinco crianças, e mais de cem feridos, muitos deles em estado grave. Entre os feridos estava um rapaz cuja fotografia foi divulgada pelo Centro de Informações Estratégicas e Segurança de Informação da Ucrânia.

Na imagem vêm-se soldados ucranianos a entrar num hospital com a criança nos braços depois do ataque em Kramatorsk, da qual pouco ou nada se sabe, apenas que foi uma das vítimas do ataque à estação ferroviária no leste ucraniano.

"Soldados ucranianos levam um menino aos médicos após o ataque de mísseis russos de hoje contra refugiados na Estação Ferroviária Kramatorsk que matou 52 pessoas", pode ler-se na legenda da imagem.

Depois do ataque, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltou a acusar a Rússia de cometer crimes de guerra e apelou a uma “resposta global firme” à Rússia.

“Este é outro crime de guerra russo pelo qual todos os envolvidos serão responsabilizados. As potências mundiais já condenaram o ataque da Rússia a Kramatorsk. Esperamos uma forte resposta global a este crime de guerra”, disse Zelensky numa mensagem de vídeo.

O presidente ucraniano precisou ainda que tal como “nos massacres em Bucha, como em muitos outros crimes de guerra russos, o ataque com mísseis em Kramatorsk deve ser uma das acusações que devem ser levadas a tribunal”.

Soldados socorrem crianças no hospital depois de ataque em Kramatorsk (Wojciech Grzedzinski para o The Washington Post via Getty Images)

Também a Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que o ataque à estação ferroviária é "completamente inaceitável" e uma "violação grosseira" do direito internacional humanitário e do direito internacional dos direitos humanos.

Em comunicado, o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, frisou que o ataque à estação ferroviária matou e feriu dezenas de civis que esperavam para serem retirados, "incluindo muitas mulheres, crianças e idosos", pelo que os "perpetradores devem ser responsabilizados".

"O secretário-geral lembra a todas as partes as suas obrigações sob o direito internacional de proteger os civis e a urgência de concordar com um cessar-fogo humanitário para permitir a retirada segura e o acesso humanitário às populações presas em conflito. O secretário-geral reitera o seu apelo a todos os envolvidos para que ponham um fim imediato a esta guerra brutal", concluiu Dujarric.

Já a União Europeia afirmou-se "profundamente consternada" com o ataque russo e disse que os responsáveis por este “crime de guerra” devem “prestar contas”.

"Não deve haver impunidade para os crimes de guerra. A UE apoia medidas para garantir a prestação de contas pelas violações dos direitos humanos e do direito internacional humanitário”, sublinhou em comunicado um porta-voz do Serviço Europeu de Ação Externa, condenando o "bombardeamento brutal e indiscriminado de civis inocentes, incluindo de muitas crianças” que fugiam do terror dos ataques russos.

Apesar de a estação estar localizada num território controlado pelo governo ucraniano, no Donbass, a Rússia acusou a Ucrânia da autoria do ataque, refere a Associated Press.

Especialistas ocidentais rejeitaram contudo as afirmações do porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, de que as forças russas “não usam” o tipo de míssil que atingiu a estação de comboios.

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