Várias explosões abalam Kiev: "Os bombeiros estão a extinguir as chamas"

Agência Lusa , AM
5 jun, 08:50

Alerta foi dado pelo presidente da Câmara de Kiev

O presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, afirmou este domingo que várias explosões abalaram esta manhã a cidade, numa mensagem difundida na plataforma Telegram.

"Várias explosões nos bairros de Darnytsky e Dniprovsky da cidade. Os bombeiros estão a extinguir as chamas", escreveu.

"O agressor continua a lançar mísseis e a realizar ataques aéreos contra as infraestruturas militares e civis do nosso país, sobretudo em Kiev", escreveu o Estado-maior das forças armadas ucranianas na rede social Facebook.

Vários alertas de ataques aéreos em muitas outras cidades ucranianas, de acordo com as autoridades ucranianas, enquanto em Severodonetsk, no leste do país, prosseguem os "combates de rua".

A cidade permanece no centro da ofensiva russa na bacia mineira do Donbass, no leste do país, zona sob controlo parcial dos separatistas pró-russos desde 2014 e que Moscovo espera conquistar na totalidade.

No sábado, o Ministério da Defesa russo indicou que os soldados ucranianos estavam a retirar-se da cidade: "as unidades do exército ucraniano, tendo sofrido perdas críticas durante os combates por Severodonetsk (até 90% em várias unidades), estão a retirar-se para Lyssychansk".

O presidente da câmara de Severodonetsk, Olexander Striuk, afirmou que as tropas russas "conseguiram entrar na cidade e assumir uma grande parte da mesma, dividindo-a em duas, mas as tropas ucranianas conseguiram reposicionar-se, para construir uma linha de defesa".

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de quatro mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de oito milhões de pessoas, das quais mais de 6,6 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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