Rússia avança em Kursk, Kiev nega cerco. "A situação na fronteira está sob o controlo da Ucrânia"

10 mar 2025, 16:10
Combates em Kursk
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Syrskyi diz que, “apesar de envolver um número significativo de tropas russas reforçadas pela infantaria norte-coreana em ação ofensiva”, a Rússia continua a sofrer “perdas significativas em força e equipamentos”

O comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia nega que a Rússia tenha criado um cerco em Kursk, apesar dos avanços das tropas de Moscovo apoiadas por soldados norte-coreanos. Numa publicação feita no Facebook, Oleksandr Syrskyi confirma os combates nesta região e garante que a fronteira com Sumy continua sob o controlo dos ucranianos.

“A situação na fronteira entre o distrito de Sumy e o distrito de Kursk da Federação Russa está sob o controlo das Forças de Defesa da Ucrânia”, escreve Syrskyi, que assegura que, “de momento, não existem ameaças em torno das [nossas] unidades na região de Kursk”. 

As forças russas estão a levar a cabo uma contraofensiva na região de Kursk, onde as tropas de Moscovo já terão capturado três regiões nas últimas horas, como disseram à Reuters dois bloggers de guerra russos, que garantem estar já em curso manobras de evacuação. O blogger Two Majors revela que as forças russas tinham evacuado a população de Ivashkovsky e que as unidades de Kiev estavam a avançar sobre uma parte estratégica Kursk a partir de pelo menos sete direções. Já Yuri Podolyaka, blogger militar pró-russo nascido na Ucrânia, assegura que as manobras russas estão a ser rápidas.

Como explica a CNN Internacional, as forças ucranianas estão a ser fortemente pressionadas pelos cerca de 12 mil norte-coreanos que, segundo as autoridades ucranianas, chegaram a Kursk para reforçar o poder de fogo russo, o que se trata de um revés significativo para os ucranianos, que esperavam que esta fosse uma moeda de troca nas negociações de paz na Arábia Saudita.

Syrskyi diz que, “apesar de envolver um número significativo de tropas russas reforçadas pela infantaria norte-coreana em ação ofensiva”, a Rússia sofreu “perdas significativas em força e equipamentos”. “Só na área de Plekhovogo em quatro dias de luta o inimigo perdeu um verdadeiro batalhão de infantaria”, escreve Oleksandr Syrskyi, que diz que “as unidades estão a tomar medidas oportunas para operar na vantajosa fronteira de defesa”, escreve Oleksandr Syrskyi.

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