Vereadora da Câmara de Lisboa renuncia ao cargo após acusação no processo Tutti Frutti

5 fev 2025, 09:30
Inês de Drummond Gomes

Inês de Drummond Gomes está acusada de quatro crimes de prevaricação

Inês de Drummond Gomes, vereadora sem pasta na Câmara Municipal de Lisboa e ex-presidente da Junta de Freguesia de Benfica, renunciou ao cargo após ser conhecida a acusação do Ministério Público (MP) no âmbito do processo Tutti Frutti.

"É inequívoco, e como sempre afirmei, que em nenhum momento fui considerada suspeita do recebimento de qualquer vantagem ou benefício pessoal. Não podia ser de outra forma, dado que estou totalmente certa e convicta da lisura que sempre apliquei na defesa do interesse público", lê-se na nota a que a CNN Portugal teve acesso.

Garantindo estar "muito tranquila com o desenrolar do processo", Inês Drummond diz ainda que sabe "que nada de errado" fez e que está "certa de que isso ficará demonstrado na fase de instrução - na qual, pela primeira vez, intervém um juiz".

"O MP continua a estabelecer imputações com base num pressuposto que configura um erro: uma pretensa amizade que não existe, relativamente à contratação de uma empresa que não beneficiei, e à qual, inclusivamente, apliquei sanções pelo incumprimento do contrato", escreve ainda.

Até ao julgamento, "e sendo conhecidos os tempos da Justiça", renuncia ao mandato de vereadora que exerce "há três anos de forma não remunerada". "Faço-o com o sentimento de dever cumprido e consciência de total transparência e regularidade dos atos que pratiquei, sempre na prossecução do interesse público que norteou toda a minha vida cívica e política".

Inês de Drummond Gomes, vereadora sem pelouros da Câmara Municipal de Lisboa (PS), foi presidente da Junta de Freguesia de Benfica, em Lisboa, entre 2009 e 2020, eleita pelo Partido Socialista. Está acusada de quatro crimes de prevaricação, pela contratação da Ambigold pela Junta de Freguesia de Benfica.

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