Suécia congratula-se com "bom acordo" com Turquia

Agência Lusa , CV
28 jun, 22:06
Assinatura do acordo entre Turquia, Finlândia e Suécia para a entrada dos dois países nórdicos na NATO (AP)

As negociações finais para a adesão dos dois países à NATO decorrem na próxima semana em Bruxelas

A primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, considerou esta terça-feira "um bom acordo" o memorando que desbloqueou o veto turco à adesão da Suécia e da Finlândia à NATO e disse ser "difícil saber o que convenceu" a Turquia.

"É difícil saber o que convenceu a Turquia a aceitá-lo, mas no conjunto é um bom acordo", afirmou a chefe do Governo sueco, citada pela agência de notícias espanhola EFE.

Segundo Magdalena Andersson, numa reunião "muito longa" hoje em Madrid, em que esteve com os presidentes da Finlândia, Sauli Niinistö, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, Estocolmo e Helsínquia falaram sobre as reformas nas respetivas legislações antiterrorismo que fizeram nos últimos anos.

"Falámos também sobre qual vai ser o contributo da Suécia para a NATO. Foi também por isso que houve entusiasmo por parte dos países da Aliança com a nossa entrada [na NATO]. A Suécia e a Finlândia vão contribuir para a segurança da NATO", afirmou.

Segundo a ministra do Negócios Estrangeiros da Suécia, Ann Linde, citada igualmente pela EFE, as negociações finais para a adesão dos dois países à NATO decorrerão na próxima semana em Bruxelas.

A Turquia anunciou um bloqueio das candidaturas sueca e finlandesa em meados de maio e decorreram negociações desde então para tentar ultrapassar o veto turco.

Ancara acusa a Suécia de albergar militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), uma organização que a Turquia considera terrorista.

A Turquia exigiu também o levantamento dos bloqueios à exportação de armas por Estocolmo e Helsínquia após a intervenção militar de Anacara no norte da Síria em outubro de 2019, o endurecimento da legislação antiterrorista sueca e a extradição de várias pessoas que descreve como terroristas.

Segundo a Presidência turca, Erdogan obteve a “plena cooperação” da Finlândia e da Suécia contra os combatentes curdos do PKK e aliados, e deu o seu acordo à entrada na NATO dos dois países nórdicos.

Já o Presidente da Finlândia, também num comunicado, disse que a adesão do país à NATO "é iminente" e os "passos concretos" para se concretizar serão acordados durante os próximos dois dias, na cimeira da organização que decorre em Madrid.

Segundo o mesmo texto, a reunião de hoje em Madrid foi "exaustiva" e o resultado foi um "memorando conjunto" que "sublinha o compromisso da Finlândia, da Suécia e da Turquia em alargar o seu total apoio contra ameaças à segurança uns dos outros."

"Tornarmo-nos Aliados da NATO irá reforçar ainda mais este compromisso", lê-se no comunicado finlandês, que sublinha que Helsínquia tem levado em consideração, de forma permanente e séria, as preocupações turcas "sobre a ameaça terrorista" e "condena o terrorismo em todas as suas formas e manifestações".

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