Pedrinho na Turquia: «As notícias são assustadoras, as imagens também»

6 fev, 19:25

Médio do Ankaragucu conta ao Maisfutebol como viveu as horas após o sismo que abalou o sudeste turco

No Ankaragucu desde o verão, Pedrinho viveu uma segunda-feira agitada, devido aos dois sismos que se sentiram na Turquia – e também na Síria – e que vitimaram centenas de pessoas.

Os dois abalos ocorreram a 33 quilómetros da capital da província de Gaziantep, no sudeste turco, e ainda longe de Ankara. Ainda assim, esta tragédia não foi indiferente ao antigo médio do Gil Vicente.

«Para já está tudo bem, tudo impecável. Umas horas um bocadinho diferentes do normal, as notícias são assustadoras, as imagens também, e está toda a gente assustada, não posso dizer que não», começou por dizer, em declarações ao Maisfutebol e à TVI.

«Não aconteceu nada de especial para já, o que é bom, mas é sempre um bocado assustador. Estamos na capital, em Ankara, ainda é um bocadinho distante. Não sentimos a tremer, mas ouvimos um barulho estranho no edifício. Achámos estranho, não sabíamos o que estava a acontecer, depois de manhã é que ficámos assustados com as notícias. Quando estava a sair para o treino, sentimos o outro sismo também um bocadinho, voltámos a ficar ainda mais assustados», continuou.

«Tivemos de dizer à minha filha que era uma máquina de lavar do vizinho»

Os colegas de equipa de Pedrinho não ganharam para o susto, assim como a filha mais velha do futebolista de 30 anos, que tem quatro anos – a mais nova tem cinco meses: «Vivo no 18.º andar, tinha colegas meus que estavam na receção assustados, pois vivem no 32.º andar e sentiram muito. E estavam mais assustados do que eu.»

«A minha filha mais velha acordou assustada, tivemos de dizer-lhe que era uma máquina de lavar do vizinho de cima que estava estragada», contou.

O treino do dia foi normal, revelou Pedrinho, mas menos normal foi o relato que lhe chegou de um conhecido: «Tenho um colega aqui no clube que tem um amigo georgiano que joga no Hatayspor e que disse que foi assustador. Saiu descalço para a rua a correr e a estrada a partir-se, parecia um filme de terror.»

«Em último caso teremos de regressar a casa»

Pedrinho confia que a situação vai voltar à normalidade, mas não põe de parte a hipótese de regressar a Portugal, caso a situação o justifique.

«Foi-nos dito que o campeonato foi interrompido, não sabemos se uma, duas ou três semanas. Também não sabemos se isto realmente acabou ou não, esperemos que sim.

Não se fala do fim do campeonato, nem sequer pensei nisso, as pessoas dizem que é seguro. Estamos nesta indefinição, mas acreditamos que as competições vão voltar», disse.

«Claro que se entretanto as coisas continuarem assim... não troco a segurança da minha família por nada, nem eu nem ninguém, acho eu. Se as coisas piorarem, claro que em último caso teremos de regressar a casa», concluiu.

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