Esqueça estas atrações turísticas: não as vai poder visitar este ano

CNN , Lilit Marcus
1 jan, 16:00

Apesar de o mundo estar novamente de portas abertas, há atrações turísticas que não saíram ilesas da pandemia

Já começa a parecer que 2023 será um ano de “vingança das viagens”, com pessoas que ficaram confinadas durante a pandemia a tirarem as muito aguardadas férias dos seus sonhos e para as quais têm estado a poupar.

No entanto, embora a maior parte do mundo esteja novamente de portas abertas e a funcionar como antes, nem todas as atrações sobreviveram ilesas à pandemia. Algumas aproveitaram a pausa no turismo para remodelar ou atualizar as infraestruturas, enquanto outras se despediram para sempre.

Antes de planear a sua próxima viagem, veja aqui os lugares que terá de riscar da lista para 2023. E, em alguns casos, mais ainda. Para cada local, sugerimos um destino alternativo para explorar.

Rua dos Comboios, Hanói, Vietname

A "Rua dos Comboios" ou Train Street, a estrada adorada no Instagram situada na capital do Vietname, é há muito tempo fonte de controvérsia. A rua do bairro antigo tornou-se famosa pelos comboios que circulavam pelos carris a poucos centímetros das casas e das lojas. O local tornou-se popular entre os turistas que gostavam da emoção de posar para as fotografias nos carris situados a curta distância dos cafés.

No entanto, apesar da aparência vintage, os carris são ainda muito utilizados. O excesso de turismo na Rua dos Comboios tornou-se não só um incómodo, como também um verdadeiro problema de segurança, já que, às vezes, os comboios precisavam de mudar de rota rapidamente para evitar as pessoas.

Embora o governo de Hanói tenha ordenado o encerramento de algumas das lojas turísticas que abriram na Rua dos Comboios para aproveitar a afluência de turistas, a zona permaneceu popular. Por fim, no outono de 2022, foram retiradas as licenças de utilização a todas as lojas da Rua dos Comboios e foram montadas barreiras para afastar as pessoas.

Plano B: o bairro histórico de Hanói, grande parte do qual foi construída pelos franceses durante a era colonial, tem muitos caminhos dignos de um postal. Vá a Nhà Thờ Lớn Hà Nội (Catedral de São José) e comece a explorar a partir daí. Não verá nenhum comboio, mas haverá muitas motas.

O Museu Underground, Los Angeles

Ideia do casal de artistas Noah e Karon Davis, o Museu Underground ficou famoso por defender o trabalho de artistas de cor.

Ocupando algumas pequenas montras no bairro menos conhecido de Bernal Heights, o museu era também uma livraria, um espaço organizador e um centro comunitário, e sobreviveu à morte de Noah Davis em 2015.

No entanto, a pandemia foi difícil para o Museu Underground. Apesar das celebridades fãs e apoiantes como Beyoncé, Tracee Ellis Ross e John Legend, o museu fechou portas em 2022.

Não se sabe bem o que aconteceu ou se o museu irá reabrir noutro lugar com outro formato.

“Simplesmente não temos respostas agora. Portanto, vamos também fechar o museu até novo aviso. Durante este período, encorajamos as pessoas a visitarem os incríveis espaços de arte em toda a nossa amada cidade de Los Angeles”, escreveu Karon Davis no site do museu.

Plano B: O Museu Afro-Americano da Califórnia, gratuito, no Parque de Exposições, também destaca o trabalho de artistas negros. Os amantes da arte podem seguir os conselhos de Karon Davis em locais de Los Angeles como o The Broad e o LACMA.

Parque de Aves Jurong, Singapura

Mais de 3500 aves habitam no Parque Jurong.

O maior parque de aves da Ásia anunciou que ia fechar em agosto de 2022, após mais de 50 anos a funcionar em Singapura.

No entanto, há boas notícias para os fãs. O parque não vai desaparecer. Pelo contrário, vai juntar-se a várias outras atrações famosas da vida selvagem e da natureza de Singapura para criar um novo centro de ecoturismo no norte da cidade-estado.

A nova experiência chama-se Projeto de Rejuvenescimento Mandai e o parque de aves, com o novo nome Paraíso das Aves, deve abrir em 2023. Outras zonas do projeto abrirão ao longo de 2024 e 2025.

Plano B: É fácil passar tempo ao ar livre numa Singapura de tempo sempre quente. Os Jardins Botânicos de Singapura são o único Património Mundial da UNESCO no país, e aqueles que desejam aproximar-se dos animais poderão visitar o Museu Turtle & Tortoise na zona de Yishun.

Museu dos Escritores de Dublin, Irlanda

Wilde. Beckett. Yeats. Alguns dos autores mais importantes da literatura de língua inglesa vieram da Irlanda, e o Museu dos Escritores de Dublin, na capital do país, celebrou essa herança literária.

Como tantas atrações turísticas no mundo inteiro, o museu fechou em março de 2020 para o que devia ser uma interrupção temporária.

No entanto, acabou por se tornar o fim da história.

A Failte Ireland, órgão nacional de turismo irlandês que possuía e geria o museu, anunciou em agosto de 2022 que o museu seria permanentemente encerrado, alegando que “já não estava à altura das expetativas dos visitantes contemporâneos em termos de acessibilidade, apresentação e interpretação."

Plano B: Adeus, Museu dos Escritores de Dublin, olá, MoLI. O Museu de Literatura da Irlanda abriu com grande alarido em 2019.

Sendo uma parceria entre a Biblioteca Nacional da Irlanda e a Universidade de Dublin, é lar de obras literárias irlandesas como a primeira cópia de “Ulisses” de James Joyce (a alcunha do museu remete para a heroína do romance, a Molly Bloom) e faz questão de destacar algumas figuras menos conhecidas, bem como autores que escrevem em irlandês.

Restaurante Flutuante Jumbo Kingdom, Hong Kong

Outrora o maior restaurante flutuante do mundo, os anos não favoreceram o Jumbo Kingdom de Hong Kong.

O restaurante, que apareceu em dezenas de filmes e programas de televisão, e foi visitado por todos, desde a Rainha Isabel II até Chow Yun-Fat, tornou-se menos popular entre os locais e os turistas, ao longo dos anos.

Os custos de manutenção do ornamentado navio de três pisos eram elevados e o turismo de Hong Kong caiu a pique durante as restrições e confinamentos ligados à covid.

Após várias tentativas fracassadas de vender o Jumbo a um comprador local de Hong Kong, o navio estava a caminho de um estaleiro no sudeste asiático quando afundou perto das Ilhas Paracel, no Mar da China Meridional.

Plano B: Embora o Jumbo tenha desaparecido, muitos dos marcos icónicos de Hong Kong ainda estão a florescer. Um deles, o Peak Tram, passou por uma remodelação em 2022.

Se procura uma experiência flutuante, o verde e branco Star Ferry ainda transporta passageiros entre a ilha de Hong Kong e Kowloon. Além disso, o Dukling, o último barco de madeira disponível para uso público, cruza as águas várias vezes ao dia, em Victoria Harbour.

Museu de Tributo ao 11 de Setembro, Nova Iorque

Antes da inauguração do Memorial e Museu ao 11 de Setembro, no Ground Zero, havia o Museu de Tributo ao 11 de Setembro.

Foi inaugurado em 2006 por entes queridos daqueles que morreram nos ataques ao World Trade Center em 1993 e 2001. O pequeno espaço na zona baixa de Manhattan era um ponto de encontro para aqueles afetados pelas tragédias e era lar de muitos objetos pessoais doados pelos sobreviventes e pelas famílias das vítimas.

Alegando perdas financeiras durante a pandemia, o museu despediu-se no verão de 2022. Os passeios a pé pela zona, guiados por sobreviventes do 11 de Setembro, também acabaram.

Plano B: Embora a presença física do museu tenha desaparecido, a maioria do seu conteúdo faz agora parte da coleção permanente do Museu do Estado de Nova Iorque, em Albany, cerca de 240 quilómetros a norte da cidade de Nova Iorque.

Os viajantes que não puderem visitar a capital do Estado, podem visitar o Museu e Memorial ao 11 de Setembro, que permanece aberto e operacional.

TeamLab Borderless e Museu Edo-Tokyo, Tóquio

Este ano, são dois os museus japoneses a passar por um período de transição.

Embora se situem ambos em Tóquio, os dois museus são totalmente diferentes. O Edo-Tokyo é um museu de história tradicional centrado na cultura japonesa, enquanto o TeamLab Borderless é uma experiência completamente digital criada por autointitulados “ultratecnológicos”.

O Museu Edo-Tokyo anunciou que fechará durante pelo menos três anos, enquanto passa por uma remodelação. O edifício ribeirinho no bairro Ryogoku da cidade foi inaugurado em 1993 e é mais conhecido pela sua réplica em tamanho real de um teatro kabuki.

Representantes do museu dizem que será reaberto no final de 2025 ou no início de 2026.

Entretanto, o TeamLab Borderless, que foi coroado o museu mais visitado do mundo pelo Livro dos Recordes do Guinness, deixará a sua casa em Odaiba e passará para um novo recinto no altamente antecipado Projeto Toranomon-Azabudai, que deve ficar concluído em 2023. Ainda não foi anunciada nenhuma data para a reabertura.

Além do TeamLab, o novo empreendimento abrigará o arranha-céu mais alto do Japão.

Plano B: Tóquio é o sonho de qualquer amante de museus, com muitas ofertas incluindo o Museu de Arte Contemporânea de Tóquio, o Museu de Arte Mori e o Museu Nacional de Arte Ocidental. No Parque Ueno, o Museu Nacional de Tóquio satisfaz a necessidade de História de qualquer um.

Museu de Londres, Reino Unido

O popular museu de história e cultura vai fazer uma pequena mudança com um grande significado.

O museu, fundado em 1912, mudará de sua atual sede no London Wall para o vizinho General Market, um local anteriormente abandonado que será remodelado e conservado.

Além das novas instalações, o museu passará a chamar-se The London Museum e alargará o horário às sextas-feiras e aos sábados, incentivando os visitantes a espreitarem os pequenos negócios nas proximidades.

Melhor ainda, o museu, com reabertura prevista para 2026, terá fácil acesso pela estação Farringdon da nova Elizabeth Line, outro exemplo da evolução de Londres.

Plano B: Há muitos lugares onde explorar a rica história de Londres. Veja as peças de Shakespeare apresentadas no The Globe, desça ao subsolo para explorar os Churchill War Rooms e aprenda mais sobre os dramas da realeza de outros tempos, na Torre de Londres.

The Queen Mary, Long Beach, Califórnia

Após uma vida como um encantador transatlântico, o Queen Mary retirou-se para o Sul da Califórnia em 1967.

No entanto, continuou a trabalhar durante a reforma. O Queen Mary, com a sua decoração Art Déco, funcionou como restaurante, hotel e atração turística, depois de se fixar em Long Beach.

Agora, o navio precisa urgentemente de reparações.

O município de Long Beach, proprietário do navio, diz que são necessários pelo menos 5 milhões de dólares em obras para reparar o Queen Mary, que sofreu mais do que o mero desgaste dos anos. Em especial, o peso dos botes salva-vidas causou danos a longo prazo e terão de ser removidos - com a esperança de que um museu, uma sociedade histórica ou outra atração esteja disposto a exibi-los.

A 12 de dezembro, Long Beach anunciou que seriam retomadas algumas visitas a zonas limitadas do navio e, melhor ainda, a custo zero. No entanto, a maioria dos serviços a bordo, incluindo o hotel e os restaurantes, permanecem encerrados.

Plano B: Há muita coisa a acontecer em Long Beach, desde um evento na baixa a um museu de arte latino-americana. Entretanto, o sucessor do navio, o Queen Mary 2, ainda está em serviço na linha Cunard.

Viagens

Mais Viagens

Na SELFIE

Patrocinados