Presidente dos Estados Unidos diz ainda que a maioria dos nomes considerados por Washington para assumirem a liderança do Irão "já estão mortos", admitindo que o pior cenário seria a ascensão de um líder "tão mau" como o aiatola Ali Khamenei
O presidente norte-americano desvalorizou esta terça-feira a possibilidade de Reza Pahlavi, filho do antigo xá do Irão, assumir a liderança do país numa eventual mudança de regime.
Numa conferência de imprensa na Sala Oval da Casa Branca, ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz, Donald Trump afirmou que Pahlavi “parece uma pessoa muito agradável”, mas considerou preferível que a liderança surja a partir do interior do país.
“Alguém que esteja lá, que seja popular, se é que existe tal pessoa”, defendeu Trump.
O presidente norte-americano sustentou ainda que “praticamente tudo foi destruído” no Irão, elogiando o desempenho das forças armadas dos Estados Unidos.
“Temos um excelente exército, e estão a fazer um trabalho fantástico”, disse Trump, acrescentando “estar surpreendido” com a resposta iraniana.
Para o chefe de Estado norte-americano, o Irão tem atacado países vizinhos e “locais civis, hotéis e edifícios residenciais”, o que, na sua perspetiva, demonstra “o nível de maldade” das autoridades iranianas.
Possíveis sucessores na liderança "já morreram"
Já questionado sobre possíveis sucessores, o líder norte-americano garantiu que a maioria dos nomes considerados por Washington para assumirem a liderança do Irão, “já estão mortos”, admitindo incerteza na atual cadeia de comando em Teerão.
“A maioria das pessoas em quem pensávamos está morta... E agora temos outro grupo. Também podem estar mortos... Em breve não conheceremos mais ninguém”, declarou Donald Trump aos jornalistas.
O chefe de Estado norte-americano acrescentou que o pior cenário para o Irão seria a ascensão de um líder “tão mau” como o aiatola Ali Khamenei, líder supremo morto em ataques aéreos no sábado, no primeiro dia do conflito. “Não queremos que isso aconteça”, afirmou.
As declarações surgiram num contexto de intensificação da ofensiva militar conduzida pelos EUA e por Israel contra alvos iranianos, que já causou centenas de mortos e abalou a estrutura política e militar da República Islâmica.
A incerteza quanto à sucessão no Irão tem alimentado especulação sobre a estabilidade interna do país e sobre o impacto regional da eventual emergência de uma nova liderança.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.