Trump anuncia aumento de tarifas a oito países europeus "até que seja alcançado um acordo para a compra da Gronelândia"

17 jan, 16:35
Donald Trump (SHAWN THEW/EPA via Lusa)

Também a Gronelândia será afetada pela subida das tarifas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou este sábado a intenção de impor novas tarifas comerciais a vários aliados europeus, associando a medida à tentativa norte-americana de adquirir a Gronelândia.

Numa publicação na rede social Truth Social, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos irão aplicar tarifas de 10% a partir de 1 de fevereiro sobre importações provenientes da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia. Segundo o presidente norte-americano, essas tarifas deverão aumentar para 25% a partir de 1 de junho.

"A China e a Rússia querem a Gronelândia, e não há nada que a Dinamarca possa fazer a respeito (...). Somente os Estados Unidos da América, sob o comando do PRESIDENTE DONALD J. TRUMP, podem participar neste jogo, e com muito sucesso!", defendeu Trump, antes de anunciar que "a partir de 1 de junho de 2026, a tarifa [de 11%] será aumentada para 25%".

"A Dinamarca, a Noruega, a Suécia, a França, a Alemanha, o Reino Unido, os Países Baixos e a Finlândia viajaram para a Gronelândia, com propósitos desconhecidos. Esta é uma situação muito perigosa para a segurança e sobrevivência do nosso planeta", afirmou o presidente norte-americano, acrescentando que "é imperativo que, a fim de proteger a paz e a segurança globais, sejam tomadas medidas fortes para que esta situação potencialmente perigosa termine rapidamente e sem questionamentos".

Ainda segundo Trump, estas tarifas vão manter-se em vigor "até que seja alcançado um acordo para a compra da Gronelândia pelos Estados Unidos", deixando claro que a pressão económica faz parte da estratégia defendida.

No mesmo contexto de anúncios, Trump revelou ainda que pretende processar o banco JPMorgan Chase nas próximas duas semanas, acusando a instituição de práticas de “debanking” na sequência dos protestos de janeiro.

As declarações acontecem depois de, na quarta-feira, o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, terem recebido na Casa Branca o ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, de onde resultou um "profundo desacordo" sobre a Gronelândia.

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