Em janeiro de 2021, o jovem, que ainda andava no secundário, fez uma pequena doação de 15 dólares a um comité de ação política alinhado com os democratas, chamado Progressive Turnout Project
O FBI identificou Thomas Matthew Crooks como o atirador envolvido na tentativa de assassínio do ex-presidente e recandidato à Casa Branca Donald Trump.
"O FBI identificou Thomas Matthew Crooks, 20 anos, de Bethel Park, Pensilvânia, como o sujeito envolvido na tentativa de assassínio do ex-presidente Donald Trump em 13 de julho, em Butler, Pensilvânia. Esta continua a ser uma investigação em curso, e qualquer pessoa com informações que possam ajudar na investigação deve enviar fotografias ou vídeos online em FBI.gov/butler ou a ligar para 1-800-CALL-FBI", disse o Departamento Federal de Investigação, que é o serviço interno de inteligência e segurança dos Estados Unidos.
O jovem que as autoridades dizem ter tentado assassinar Donald Trump, e que acabou por ser morto por agentes dos serviços secretos no local, era um republicano registado, que já tinha feito uma pequena contribuição de 15 dólares (cerca de 13 euros) para um grupo alinhado com os democratas, de acordo com registos públicos.
Thomas Matthew Crooks vivia no subúrbio de Pittsburgh, em Bethel Park, cerca de 56 quilómetros a sul do comício de Trump. Terminou o secundário na Bethel Park High School em 2022, de acordo com a imprensa local e um vídeo da formatura da escola.
Crooks estava registado para votar como republicano, de acordo com uma lista no banco de dados de eleitores da Pensilvânia que correspondia ao seu nome, idade e um endereço de Bethel Park que a polícia procurou na noite de sábado e está vinculado a Crooks em registos públicos. A eleição presidencial deste ano será a primeira em que tem idade suficiente para votar.
Os registos da Comissão Eleitoral Federal mostram que um doador registado como Thomas Crooks, com o mesmo endereço, deu 15 dólares a um comité de ação política alinhado com os democratas, chamado Progressive Turnout Project, em janeiro de 2021.
Quando contactado pela CNN no sábado à noite, o pai de Crooks, Matthew Crooks, disse que estava a tentar perceber "o que raio se está a passar", mas que iria "esperar até falar com as autoridades policiais" antes de falar sobre o seu filho.
Crooks disparou contra Trump quando estava num telhado de um edifício próximo, fora do perímetro de segurança do comício, antes de ser morto por agentes dos serviços secretos.
Não tinha qualquer identificação no corpo, pelo que os agentes tiveram de "analisar o seu ADN e obter confirmação biométrica", disse Kevin Rojek, o agente especial responsável pelo gabinete de campo do FBI em Pittsburgh, na conferência de imprensa no sábado à noite, antes de Crooks ser identificado.
Um dos participantes na manifestação foi morto e dois outros ficaram gravemente feridos.