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Ameaça de "rebentar" Omã significa que Trump já atacou ou ameaçou atacar um em cada 13 países do mundo

CNN , Aaron Blake
28 mai, 13:11
Donald Trump fala aos jornalistas na Casa Branca (AP)
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Omã é o 15.º país que Trump ameaçou atacar, deixou em aberto a possibilidade de atacar ou efetivamente atacou ao longo dos seus dois mandatos como presidente

Enquanto candidato presidencial, Donald Trump retratava com satisfação os seus adversários como intervencionistas impulsivos, dispostos a arrastar os Estados Unidos para todo o tipo de guerras no estrangeiro — até incluindo uma Terceira Guerra Mundial.

Como presidente, Trump acumulou uma lista impressionante de países que tanto ameaçou atacar como efetivamente atacou.

Trump acrescentou uma nova entrada a essa lista na quarta-feira, ao ameaçar atacar Omã caso o país tente controlar o Estreito de Ormuz em conjunto com o Irão.

“Omã vai comportar-se como toda a gente, ou vamos ter de os rebentar”, referiu Trump numa reunião do gabinete na Casa Branca.

A declaração foi particularmente marcante por ter surgido quase como um aparte — algo que Trump pareceu dizer de forma casual, sem grande reflexão prévia.

E isso tornou-se algo relativamente típico em Trump.

Omã é o 15.º país que Trump ameaçou atacar, deixou em aberto a possibilidade de atacar ou efetivamente atacou ao longo dos seus dois mandatos como presidente. Quase todos esses casos ocorreram nos primeiros 16 meses do seu segundo mandato, embora alguns abranjam ambos os períodos.

Neste mandato, já lançou ataques contra sete países — Irão, Iraque, Nigéria, Somália, Síria, Venezuela e Iémen — depois de também ter atacado alguns desses países no seu primeiro mandato. Isto nem sequer inclui os ataques a alegadas embarcações de tráfico de droga no Mar das Caraíbas e no Oceano Pacífico, que visaram quase 60 barcos e provocaram mais de 190 mortes.

Trump também ameaçou ou deixou em aberto a possibilidade de ataques contra outros sete países neste mandato: Canadá, Colômbia, Cuba, Gronelândia (que faz parte da Dinamarca), México, Panamá e agora Omã. No primeiro mandato, também ameaçou o México e a Coreia do Norte.

Nem todas estas ameaças e ataques são iguais. Alguns, como os ataques no Iraque, foram direcionados especificamente contra terroristas e não contra o governo em funções. E algumas das ameaças foram menos diretas — em muitos casos, Trump limitou-se a não excluir essa possibilidade.

Parte disto poderá ser explicado pela adesão de Trump à chamada “teoria do louco” na política externa. Por outras palavras, gosta de apresentar-se como imprevisível, acreditando que isso aumenta a probabilidade de os adversários estrangeiros cederem às suas exigências.

Mas tudo isto revela uma postura notavelmente belicista por parte de um presidente que já invadiu dois países este ano (Irão e Venezuela) e que parece estar a ponderar um terceiro (Cuba).

E os números mostram bem até que ponto Trump tem sido militante. Eis alguns dados.

Um em cada 13 países

É esse o número de países que Trump ameaçou ou atacou até agora: 15 dos quase 200 países do mundo.

Uma em cada 11 pessoas

Esses países representam 1 em cada 11 pessoas no mundo. Isso significa que 1 em cada 11 habitantes do planeta teve, pelo menos em certa medida, razões para recear que Trump pudesse iniciar um ataque militar ao seu país.

Cinco países no Médio Oriente

Trump já ameaçou ou visou cinco países só no Médio Oriente. São cinco entre menos de 20 países no total nessa região.

Quatro continentes

As ameaças e ataques de Trump envolveram países em quatro dos seis continentes habitados do mundo: África, Ásia, América e Europa. Tecnicamente ameaçou um país europeu, a Dinamarca, ao falar na possibilidade de tomar território seu, a Gronelândia.

Cinco potenciais alvos de imperialismo

Dos 15 países que atacou ou ameaçou, identificou cinco como possíveis adições aos Estados Unidos: Canadá, Cuba, Gronelândia, Panamá (mais concretamente o Canal do Panamá) e Venezuela.

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