Ao contrário de Galamba, sindicato diz ser “muito provável” que tripulantes da TAP decidam manter greve

Agência Lusa , AM
19 jan, 11:21
"De uma forma séria, assumiu responsabilidades". Presidente do SNPVAC elogia Pedro Nuno Santos após demissão

Ricardo Penarróias diz que, na reunião com o Governo, João Galamba “reforçou a sua confiança e o apoio à proposta da TAP”

O presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) disse esta quinta-feira, à entrada para a assembleia-geral, ser “muito provável” que os tripulantes decidam manter o pré-aviso de greve entre 25 e 31 de janeiro.

Ricardo Penarróias falava aos jornalistas presentes num hotel em Lisboa, onde vai ter início a assembleia-geral para analisar a proposta da TAP para tentar evitar uma greve de sete dias no final do mês.

“É muito provável [que a greve continue em cima da mesa]”, disse o presidente do SNPVAC, reiterando o sentimento de insatisfação dos tripulantes de cabine com a gestão da TAP.

Antes, o dirigente sindical tinha tido uma reunião com o ministro das Infraestruturas, João Galamba, que, em nota enviada pelo gabinete, manifestou-se “convicto de que a assembleia-geral do SNPVAC dará um passo decisivo para a melhoria da situação dos trabalhadores e da companhia aérea, permitindo evitar uma greve de sete dias que causaria um grave dano à empresa”.

“Iremos discutir o documento, ouvir as opiniões de todos os associados e, no final, são os associados que irão tomar a decisão”, sublinhou Ricardo Penarróias.

Segundo o sindicalista, na reunião com o Governo, João Galamba “reforçou a sua confiança e o apoio à proposta da TAP”.

“Foi uma conversa construtiva, informal, sensibilizando para a importância do momento, a importância que uma greve poderá ter para a saúde financeira da empresa. Nós somos sempre sensíveis a isso”, disse o presidente do SNPVAC.

Questionado sobre as diferenças entre a proposta que está agora em discussão e a anterior, que foi reprovada, não conseguindo evitar uma greve de dois dias em dezembro, Penarróias disse que se trata de “questões muito técnicas”, como, por exemplo, o regresso de mais um tripulante aos voos transatlânticos, com mais de seis horas, que estavam a ser realizados com quatro elementos.

Para o sindicato, a ausência de mais um tripulante naqueles voos é “questionável” em termos de segurança e “miserável” em termos de condições de trabalho.

Ricardo Penarróias apontou ainda que o caso da indemnização de 500.000 euros à antiga vogal do Conselho de Administração Alexandra Reis também contribuiu para agudizar o sentimento de insatisfação dos tripulantes e restantes trabalhadores da TAP, o que poderá influenciar o resultado da assembleia-geral de hoje.

O dirigente sindical referiu também que houve avanços nas negociações com a empresa. Resta saber se serão suficientes para os tripulantes, para evitar uma nova greve na companhia aérea.

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