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Justiça marca julgamento de Sócrates contra o Estado logo depois de ter sido apertada pelo tribunal europeu

20 abr, 07:00
O ex-primeiro-ministro José Sócrates, principal arguido no caso de corrupção Operação Marques, chega ao Tribunal Penal Central de Lisboa, em Lisboa, Portugal, a 10 de setembro de 2025. EPA/FILIPE AMORIM. LUSA

Julgamento está marcado para 14 e 15 de maio

Nove anos depois de José Sócrates ter interposto uma ação contra o Estado, por a investigação da operação Marquês não ter sido realizada em tempo “razoável” e por sucessivas violações do segredo de justiça - tendo demorado o inquérito 4 anos, entre 2013 e 2017 -, o Tribunal Administrativo de Lisboa agendou agora finalmente audiências de julgamento do caso, para 14 e 15 de Maio, por coincidência, ou não, precisamente logo depois de o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem ter notificado o governo português quanto às queixas apresentadas pelo antigo primeiro-ministro por abusos cometidos pela nossa justiça em várias questões - nomeadamente nessa.

Ou seja, Sócrates, que deu uma conferência de imprensa em Bruxelas a 13 de abril para assinar o facto de o tribunal europeu ter aceitado analisar a sua queixa - e ter colocado várias questões ao governo português sobre a forma como o processo tem sido conduzido -, foi notificado logo no dia seguinte, a 14 de abril, do agendamento, para 14 e 15 de maio, da ação que interpôs contra o Estado há 9 anos, algo que o antigo governante não vê como uma coincidência.

Sócrates queixava-se, entre outras coisas, do facto de essa ação contra o Estado não andar em Portugal - mas teve agora resposta, com o agendamento desse julgamento, logo depois de o governo ter sido notificado das questões do tribunal europeu.

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