Clube da Luz destaca vários erros no processo
O Benfica quer suspender de imediato o processo de centralização dos direitos televisivos. De acordo com o Maisfutebol (do mesmo grupo da CNN Portugal), o clube da Luz fez saber isso mesmo à Liga Portugal, aos clubes das ligas profissionais, ao Governo e aos partidos políticos com assento parlamentar.
Na carta enviada o Benfica expressa preocupações sérias sobre o atual processo de centralização, cuja entrada em vigor está prevista para 2028.
“Não podemos embarcar numa aventura mal preparada que corre o risco de destruir valor, reduzir receitas e comprometer de forma duradoura o desenvolvimento do futebol em Portugal. Isso seria trair os pressupostos essenciais que foram garantidos aos clubes aquando da aprovação da centralização - todos os clubes teriam ganhos no seu valor de direitos e o futebol português sairia mais forte”, pode ler-se.
A grande preocupação dos encarnados é a ausência de um plano estratégico claro e sustentado, temendo o Benfica que todo o processo possa falhar os objetivos a que se propõe: reforçar a competitividade, aumentar as receitas e garantir maior equidade entre clubes.
De acordo com a carta, o Benfica destaca os seguintes erros:
- Não há modelos alternativos testados ou debatidos com operadores e adeptos
- Não houve um investimento concertado e estrutural na modernização dos estádios, da arbitragem (incluindo automatização do VAR) e na formação de quadros
- Não houve uma reflexão sobre a evolução dos quadros competitivos, nem foi quantificado o valor dos direitos associados a diferentes opções
- Não houve uma estratégia internacional de promoção da Liga, de aumento de audiências globais e de estabelecimento de parceiras internacionais
- Não há concorrência real entre operadores nacionais, considerando o Benfica que «o mercado de direitos televisivos doméstico permanece excessivamente concentrado»
- Não foi feito um combate eficaz à pirataria, a qual é responsável por prejuízos estimados entre 100 a 200 milhões de euros anuais (a SAD encarnada diz que se estima que uma em cada duas pessoas utiliza serviços de acessos ilegais.