Avançado espanhol que trocou recentemente o Deportivo da Corunha pelo PSV fez revelações sobre o passado
Lucas Pérez quebrou o silêncio sobre os motivos que o levaram a deixar o «clube do coração», o Deportivo da Corunha, e a assinar pelo PSV Eidhoven aos 36 anos.
Em entrevista ao El Partidazo de Cope, o jogador espanhol abriu o livro da vida e deu a conhecer um episódio difícil. «Fui criado pelos meus avós, os pais do meu pai. Quando tinha dois anos, os meus pais deixaram-me num orfanato porque não podiam ou não queriam tomar conta de mim», contou.
«Os meus pais abandonaram-me com dois anos e agora pedem-me dinheiro», revelou o jogador, explicando a situação mais ao detalhe. «Esta época recebi uma denúncia do meu pai, a exigir uma pensão de alimentos para o resto da vida. A partir daí passaram-se vários meses até que deixei o Deportivo com muito stress e muita ansiedade, porque tive de reviver momentos muito difíceis da minha vida», explicou.
Em 2016/17, quando ingressou no Arsenal, o jogador confessou que também a mãe o procurou por dinheiro. «Quando assinei pelo Arsenal, a minha mãe também me exigiu dinheiro, mas ela não pode reivindicar nada porque não está listada na custódia partilhada. Os meus avós pediram a custódia e, mais tarde, a minha avó permitiu que o meu pai assumisse o controlo. Tive sorte em ter os meus avós, mas não duraram tanto tempo quanto deveriam... Não sei se devia contar isto, porque estou num processo judicial.»
Depois de ter trocado janeiro de 2022 o Cádiz, clube que atuava na Liga espanhola, pelo «clube do coração», o Deportivo, então no terceiro escalão, o jogador explicou agora as razões que o levaram a sair: «O julgamento com o meu pai está a chegar e eu já o encontrei várias vezes. No clube não me senti valorizado nem apoiado como capitão. Então, preferi sair», confessou.
Lucas Pérez também desmentiu rumores de que teria assinado pelo Rayo Vallecano neste mercado de inverno. «Os meios de comunicação social causaram danos e deram eco a uma mentira. Nunca fiz exames médicos no Rayo, nunca falei com eles. Em Madrid tenho a pessoa que mais amo e no dia 22 de janeiro vou deixar o clube e diz-se que não vou sair por razões financeiras. Claro que quero estar perto do meu filho, mas já estava longe por causa do meu trabalho.»
Agora no PSV, o avançado espanhol tenta recomeçar a carreira longe dos problemas do passado. «Nunca pensei deixar o futebol, porque gosto muito, mas a vida coloca-nos em situações em que temos de ser fortes e corajosos.»