Tracking poll, 2.ª volta, dia 4: Seguro é o mais independente. Possível vitória de Ventura terá sempre impacto no Chega

30 jan, 20:25
Debate entre António José Seguro e André Ventura (José Fernandes/SIC)

Será que o PS beneficia de uma eventual vitória do candidato que apoia? E o Chega? As respostas são diferentes. Por outro lado, já muita gente espera uma divisão inevitável do país depois do dia 8 de fevereiro

António José Seguro é o candidato que os eleitores entendem que será mais independente caso seja eleito Presidente da República. É isso que podemos concluir ao quarto dia da tracking poll feita pela Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, JN e TSF.

De acordo com a sondagem diária, que já tem dois terços da amostra a responder depois de ter visto o grande debate entre os candidatos presidenciais, o socialista será o chefe de Estado mais independente e menos sujeito a pressões partidárias.

António José Seguro reuniu 61% das respostas neste ponto, enquanto André Ventura obteve apenas 19%. Há ainda 11% de pessoas que entendem que nenhum dos dois será independente no exercício do cargo.

A independência que os eleitores veem no candidato apoiado pelo PS também se estende numa influência junto do partido. É que a maioria dos inquiridos acha que o impacto de uma vitória de António José Seguro será pouco sentido.

Com efeito, 44% das pessoas responderam que a situação “não se alterará muito” para o partido que perdeu as duas últimas eleições legislativas e que deixou de ter maioria autárquica depois do sufrágio do último mês de outubro.

Ainda assim, um quarto das pessoas entende que uma vitória de António José Seguro pode mesmo fortalecer o PS, sendo que outros 22% preferem esperar pela possível atuação do candidato como Presidente da República, referindo que será a condução do cargo a ditar a influência que uma eventual vitória vai ter no Largo do Rato.

Em sentido contrário, a resposta com menor percentagem do lado de André Ventura é mesmo a que aponta para pouca alteração no Chega em caso de eleição do ainda presidente do partido.

De acordo com a tracking poll, a divisão faz-se em três campos muito próximos: aqueles que acham que o impacto dependerá de como André Ventura vai exercer o cargo de Presidente da República caso seja eleito; os que entendem que o Chega vai ficar mais forte; aqueles que entendem que o Chega vai ficar mais fraco.

País dividido? Vamos esperar

Um quinto das pessoas nem precisa de chegar a dia 8 de fevereiro para ver o impacto das eleições na sociedade portuguesa. De acordo com a tracking poll, 21% das pessoas acham que o país vai mesmo ficar dividido depois desse dia.

São, ainda assim, menos que os 23% que entendem que não haverá divisão, mas antes união.

A grande fatia do eleitorado prefere mesmo esperar para perceber, atribuindo uma eventual divisão ou união ao que acontecer naquele dia.

Ainda assim, e voltando à possibilidade de haver uma divisão depois da segunda volta das eleições presidenciais, há mais pessoas a acharem que isso vai mesmo acontecer no quarto dia de tracking poll.

Ficha técnica

Durante 3 dias (27, 28 e 29 janeiro de 2026) foram recolhidas diariamente pela Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, TSF e JN um mínimo de 202 a 203 entrevistas (dependendo dos acertos das quotas amostrais) de forma a garantir uma sub-amostra diária representativa do universo eleitoral português (não probabilístico). Foram tidos como critérios amostrais o Género, 3 cortes etários e 20 cortes geográficos (Distritos + Madeira e Açores). O resultado do apuramento dos 3 últimos dias de trabalho de campo, resultou numa amostra de 608 entrevistas que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06%.

A seleção dos entrevistados foi realizada através de geração aleatória de números de “telemóvel” mantendo a proporção dos 3 principais operadores móveis. Sempre que necessário foram selecionados aleatoriamente números fixos para apoiar o cumprimento do plano amostral. As entrevistas são recolhidas através de entrevista telefónica (CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing).

O estudo tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores portugueses, sobre temas relacionados com as eleições Presidenciais, nomeadamente os principais protagonistas, os momentos da campanha bem como a intenção de voto dos vários candidatos. Foram realizadas 1261 tentativas de contacto, para alcançarmos 608 entrevistas efetivas, pelo que a taxa de resposta foi de 48,22%.

A distribuição de indecisos é feita de forma proporcional.

A direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa, bem como todos os resultados, foram depositados junto da ERC - Entidade Reguladora da Comunicação Social que os disponibilizará para consulta online.

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