Sondagem diária mostra que praticamente metade dos inquiridos concorda ou tende a concordar com a neutralidade de Montenegro quanto a quem apoiar nesta segunda volta
Se as eleições presidenciais fossem hoje, António José Seguro seria eleito com grande margem, com 56,2% dos votos, ficando à frente de André Ventura, com 28,4%.
As últimas horas trazem, contudo, uma nova derrapagem, desta feita de 1,1 pontos percentuais, para Seguro. Em sentido contrário, com um reforço de 1,2 pontos percentuais, está André Ventura.
A sondagem diária deste domingo da Pitagórica para a TVI e CNN Portugal, JN e TSF mostra também uma subida de 0,9 pontos percentuais dos votos brancos e nulos, para os 8,4%. O peso dos indecisos é que cai, em 1 ponto percentual, para os 7%.
Mesmo que Seguro mantenha a dianteira, a distribuição de indecisos nas últimas 24 horas mostra-se benéfica para Ventura: consegue subir 1,4 pontos percentuais, o mesmo valor da derrapagem do adversário. Neste cenário, Ventura conseguiria reunir 33,6% dos votos, ainda longe dos 66,4% do rival.
Convicção de vitória de Seguro mantém-se
Na hora de avaliar quem os inquiridos acreditam que se transformará no próximo Presidente da República não há qualquer alteração nas últimas 24 horas. Noventa em cada 100 inquiridos acredita que será António José Seguro a protagonizar a vitória. Do lado de Ventura estão seis em cada 100.
"Protesto" e “revolta” ganha força
Na edição deste sábado, e num momento em que são evidentes os estragos provocados pela depressão Kristin sobretudo na zona Centro, a tracking poll já tinha notado uma subida do “protesto” enquanto sentimento associado ao voto na segunda volta. Este domingo volta a haver uma subida de 1 ponto percentual neste motivo. E na mesma escala de crescimento está a “revolta”. Juntos, representam 12% do total.
Estabilidade (40%, com uma descida de 1 ponto percentual) e Estabilidade (22%, com uma subida de 1 ponto percentual) são os dois motivos mais citados.
Praticamente metade concorda com neutralidade de Montenegro
Os inquiridos foram questionados se concordam com a decisão do primeiro-ministro Luís Montenegro de não apoiar publicamente nenhum candidato na segunda volta, dando liberdade de voto aos eleitores do PSD.
Há 48% dos inquiridos que concorda ou tende a concordar com esta neutralidade de Montenegro, um número igual ao do primeiro dia desta tracking poll.
Aqueles que discordam ou tendem a discordar representam 31% do total neste domingo. Os neutros, que não concordam nem discordam, são 19%
Ficha técnica
Durante 3 dias (29, 30 e 31 de janeiro de 2026) foram recolhidas diariamente pela Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, TSF e JN um mínimo de 202 a 203 entrevistas (dependendo dos acertos das quotas amostrais) de forma a garantir uma sub-amostra diária representativa do universo eleitoral português (não probabilístico). Foram tidos como critérios amostrais o Género, 3 cortes etários e 20 cortes geográficos (Distritos + Madeira e Açores).
O resultado do apuramento dos 3 últimos dias de trabalho de campo, resultou numa amostra de 608 entrevistas que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06%.
A seleção dos entrevistados foi realizada através de geração aleatória de números de “telemóvel” mantendo a proporção dos 3 principais operadores móveis. Sempre que necessário foram selecionados aleatoriamente números fixos para apoiar o cumprimento do plano amostral. As entrevistas são recolhidas através de entrevista telefónica (CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing).
O estudo tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores portugueses, sobre temas relacionados com as eleições Presidenciais, nomeadamente os principais protagonistas, os momentos da campanha bem como a intenção de voto dos vários candidatos. Foram realizadas 1262 tentativas de contacto, para alcançarmos 608 entrevistas efetivas, pelo que a taxa de resposta foi de 48,18%.
A distribuição de indecisos é feita de forma proporcional.
A direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa, bem como todos os resultados, foram depositados junto da ERC - Entidade Reguladora da Comunicação Social que os disponibilizará para consulta online.